2008-04-09

Em pleno Século XXI


Caros amigos leitintes, faz tempo que não escrevo, mas estava ocupado tentando controlar o cavalo selvagem que é a minha vida. Porem, paciencia tem limite, esta semana ouve um caso na UFMG que me revolta, uma por estarmos em pleno Século XXI e outra por ter sido em uma universidade publica, onde, na minha sempre humilde opinião, deve existir espaço para todo tipo de manifestação democratica.

O fato:

Um estudante foi preso e outros dois ficaram feridos na noite de ontem durante um debate sobre legalização da maconha no Instituto de Geociências (IGC), no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Conforme relatos, um tumulto se formou quando seguranças da universidade intervieram para impedir a exibição do documentário "Grass Maconha". A reitoria alegou que a exibição não havia sido autorizada pela diretoria do IGC.

Cerca de 50 alunos do curso participavam do "filme-debate". Os estudantes não teriam permitido a retirada do filme e teve início a confusão. A Polícia Militar foi chamada e os policiais impediram que os universitários deixassem a arena do IGC. Um aluno do 1º período - cujo nome não foi divulgado - tentou deixar o local e foi algemado, sendo preso sob a alegação de desacato à autoridade.

Estudantes tentaram impedir que os policiais deixassem o local com o detido. Alguns sentaram na frente da viatura e foi iniciado o confronto. Um aluno e uma universitária sofreram ferimentos leves e foram atendidos no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. O estudante preso foi levado para o Juizado Especial Criminal e Cível de Trânsito. Ele foi liberado no final da noite.

Num comunicado, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirmou que "uma sessão de cinema foi impedida a cacetadas pela" PM, que foi "convocada e autorizada a agir pela Reitoria". O DCE solicitou retratação pública por parte da Reitoria e a abertura de um inquérito administrativo para punição dos responsáveis pela entrada da PM no campus.

Aamigos não se pode deixar um fato como esse passar em branco, nestes momento devemos nos unir e fortalecer as bases do movimento para enfrentar estes reitores malditos que acham que a Universidade é o quintal da casa deles.

Além do mais por ser um debate importante para os dias de hoje, a legalização da maconha já deixou de ser um tabu e deve ser discutida com bases na realidade. Em varias universidades pelo país, estudantes que são sempre os primeiros a apanhar, estão levantando essa questão. De minha parte dou o total apoio e repudio qualquer ato que possa ferir a liberdade de expressão que custou tanto para conseguirmos. A PM por sua vez deve se por em seu lugar, não podemos deixar, sei lá em nome de quem, PMs interferindo em universidades federais e agindo com violência.


Ao Reitor da UFMG, devo dizer que: Quem vacila cai sozinho!

Aos estudantes e vitimas dessa estúpida violência digo e repito: Não deixem esse caso enfraquecer o movimento, este é um otimo momento para elevar o nível do debate e ir com força total contra a estupidez humana.

Por tanto não estamos de LUTO, estamos em LUTA!

2007-12-26

O SELVAGEM CAÍDO

O caído estava lá
exposto no chão
Todos que passavam
Só passavam
Até ai o caído
Mesmo exposto
Não se sentia tão caído
Mas alguem sempre vinha e chutava
Chutava o caído que exposto gemia
Gemia a dor mais profunda
Nada de dores que não fossem profundas
O caído só se sentia caído com o chute
O renegado era chutado
E o nervo exposto gemia de dor profunda
Não há dor maior que essa
A dor do chute no caído exposto

Mas entre um chute e outro
Ele apenas era caído
Tentando se levantar ele era exposto
Mas o caído era um selvagem
Um selvagem caído exposto e chutado
Desses que existem poucos por ai
Estão em extinção
O que há são chutadores mediocres profissionais
Eles andam pois não teem a capacidade de cair
Chutam pois não teem a sensibilidade de ver
Mas são chutes mediocres
Esses são os mais doloridos
pois são chutes que só deixam o exposto mais caído
Mas o selvagem resiste
Acredita que o chute dos mediocres
É passageiro
Como artista da fome o selvagem caído
Permanece exposto
Como quem representa a dor do mundo
Talvez os que não chutam
Sejam menos mediocres
Por isso o caído é exposto
Ele nos faz lembrar a dor da vida
Menos, claro, para os mediocres
Que sentem uma dor sem profundidade
E não poderia ser diferente pois o mediocre
Foi feito mediocre na sua propria mediocridade
... É isso

Viva o selvagem caído, eu!

2007-12-04

Fabrica de Burros



"A televisão me deixou burro
Muito Burro, demais


Agora vivo dentro dessa jaula junto dos animais


A TV me deixou de quatro pelo resto da vida..."


(Titans)



Amigos, tem gente por ai comemorando o avanço da TV digital, uma beleza, todo mundo vai poder ver televisão em qualquer lugar, dentro do onibus, na escola, no circo, no teatro, nas praças, na igreja, na boate e até na mesa de jantar... Conversar pra quê? Namorar para quê? Ler? Livro? Oi, estamos no século XXI, livro é coisa do século passado. Na TV o anúncio é bacana: o marido não quer conversar, mas a mulher fica feliz, pois com a chegada da TV digital ela vai ter dialogo, com a TV, claro...

Mas eu não vou ficar aqui dando uma de "reaça"... Não sou de chorar... Se é isso que vcs querem otimo, compre logo uma pequena TV e não percam o seu programa preferido, vocês devem ter algum... Tem tanta coisa boa na televisão, tem aquele programa de fofoca, aquele outro de violência, tem o de propaganda, o de novela mexicana e claro aquele programa super divertido, o Zorra Total...

Viva a TV digital! O mundo cada vez pior pertinho de você!



















Consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma, consuma...

2007-12-01

Teatro - O Lúdico Circo da Memória

O Lúdico Circo da Memória está em cartaz no Galpão Cine Horto. Trata-se de uma montagem teatral que comemora os 10 anos de Galpão Cine Horto. Na edição especial do Oficinão 2007, foram convidados como coordenadores o Diretor Francisco Medeiros, a preparadora de atores Tiche Vinna e o Dramaturgo Luiz Aberto de Abreu, três artistas de qualidade superior.

Dez atores seguiram até o fim na construção colaborativa do espetáculo, o resultado é incrível e qualquer esforço que se faça para ver esta peça é recompensado em dobro pelo belíssimo trabalho apresentado.

Quem assina a direção musical é o talentoso musico Fernando Muzzi. O figurino é de Paolo Mandatti que tem uma assinatura marcante mesmo com toda a simplicidade exigida pelo diretor. O cenário foi criado por Inês Linke e surpreende pelas possibilidades de ação e planos que oferece. Nada passaou despercebido pelos diretores Francisco Medeiros e Tiche Vianna, o espetáculo é todo afinadinho, qualquer nota desafinada pode ser o abismo, por isso os atores têm uma missão muito difícil, tocar este instrumento com o devido refinamento todas as noites. A dramaturgia foi retirada das narrativas apresentadas por cada ator e cuidadosamente adaptadas pelo mestre Luiz Alberto de Abreu. O texto é delicioso e a platéia saboreia junto com os atores. A luz é delicada e sensível, o jovem iluminador Felipe Cosse tem a sensibilidade necessária dos grandes iluminadores.

Ressalto aqui, para conhecimento dos meus queridos leitintes e amigos, o trabalho fenomenal do elenco, há um equilíbrio digno dos melhores grupos que conheço, juntos eles constroem um ambiente aconchegante e refinado. Gisele Milagres, Gisele de Paula, Mariana Coutinho, Manuel Cerejo, Dora Sá, Cristiano Morais, Ronilson Otávio, Maíra Cesarino, Luciana Bahia e Suzana Santos são os responsáveis pelos suspiros da platéia, e não são poucos.

A pesquisa e processo duraram oito meses e não foi fácil, todos estavam à flor da pele, mas os dez sobreviventes desta difícil trajetória, de dedicação integral, deram provas de que mergulhar no processo é a formula para um belo trabalho.

Bom teatro todo mundo gosta, por tanto, saia um pouco da rotina e venha ver esta maravilhosa peça.

Lúdico Circo Da Memória
22 de Novembro a 23 de Dezembro
Quinta a Sábado 21h, Domingo 19h
Galpão Cine Horto - 10 anos de ação
Rua Pitangui 3613
Belo Horizonte - Horto
(31) 3481-5580

2007-11-26

FAN - Festival de Arte Negra

Queridos leitintes, Belo horizonte é Belo Horizonte... Acabou ontem o FAN - Festival de Arte Negra, foram 8 dias de arte na veia, momentos de muita emoção. Na primeira noite fomos presenteados pelo povo do deserto, um grupo formado em um campo de refugiados da região de Timbuktu, Mali. Tartit é uma banda de Tuaregs constituída por cinco mulheres e quatro homens, foi emoção do início ao fim. Na segunda noite foi a vez da dança contemporanea, "waxtaan" da Cia Jant-Bi (Senegal), pura energia, dificil ficar parado. Depois fui ver o Grupo FAN aqui de BH com o espetaculo "Arvore do conhecimento", foi bom, mas poderia ser melhor... Sei que no sabado eu vi uma das coisas mas inquietantes que já tive a oportunidade de ver, o espetáculo "Zumbi Somos Nós", do coletivo Frente 3 de Fevereiro (SP)... Tapa na cara "...O Brasil tem tradição escravocrata, a direita tem tradição escravocrata, a esquerda tem tradição escravocrata, os negros tem tradição escravocrata...", os caras não medem esforços para combater o racismo, eles saem as ruas, fazem da arte um instrumento de luta... Vi duas vezes no mesmo dia, uma aula de negritude.
Foi uma pena ter acabado este festival, foram shows em praça publica e arte de graça, a organização está de parabens, mal posso esperar pelo ano quem vem...


2007-11-09

Depois de Paulo Autran


Amigos e leitintes. Depois de Paula Autran chegou minha vez de ser o melhor ator do Brasil e "adjacências", parece mentira mas fui indicado ao premio de melhor ator pelo filme Queijo Ralado que fiz em parceria com Claudio Garcia.
Eu não sou de me gabar, mas fizemos um bom trabalho. Tudo começou quando Claudio comprou uma camera bacana... Depois criamos os 10 mandamentos do Thosco/06, daí forçamos nossas mulheres a atuarem no filme e chamamos um amigo advogado pra ser o camera man.
Também fomos indicados a melhor filme, melhor roteiro e melhor edição.
O resultado vcs podem conferir no YOUTUBE (Primeira parte) http://br.youtube.com/watch?v=iAo4zwU2Ha0 (Segunda parte) http://br.youtube.com/watch?v=iAo4zwU2Ha0

Os 10 mandamentos do tratado “THoSCO/06”.

1) É proibido uso de roteiros escritos. A história deve surgir de idéias propostas pelo diretor, discutidas e combinadas na hora da gravação.

2) É proibido fazer personagens com outros nomes. Todos devem ter os próprios nomes dos atores.

3) Os atores estão proibidos de decorar texto e de saberem o enredo do vídeo antes da hora da gravação.

4) É proibido ensaiar qualquer cena.

5) Repetir cenas só para fazer contra planos ou por erros tecnicos e operacionais com a câmera. Se o ator errar, rir ou olhar para camera o erro deve ser absorvido.

6) O formato utilizado deve ser vídeo(miniDV).

7) É proibido o uso de qualquer tipo de iluminação extra. Deve ser usada a luz do ambiente.

8) A operação de câmera pode ser feita com tripé ou na mão, pelo diretor ou elenco, salvo nas situações em que todos estão em cena, inclusive o diretor.

9) É proibido o uso de microfones externos. Todo audio deve ser gravado com o microfone embutido da câmera.

10) A edição é livre e não segue nenhuma das regras anteriores.

2007-10-24

Homenagem a mulher negra. Desprezo Pelas Crias - Cristiano Ottoni

É fato incontestado que, enquanto era baixo o preço dos escravos, raras crias vingavam nas fazendas. Viajava-se pelos munícipios se Piraí, Vassouras, Valença, Paraíba do Sul, observando os eitos do serviço... Quase tudo africanos, notava-se uma exceção, e não havia muitas outras, de uma grande fazenda cujo proprietario orfão se educava em um outro país estrangeiro, essa povoava-se naturalmente por crioulos, para quê?

Por contrato, uma parte que vingava pertencia ao administrador; sempre o interesse.



Em todas as palestras entre fazendeiros se ouvia esse calculo:



"Compra-se um negro por 300$000; colhe no ano 100 arrobas de café, que produzem liquido pelo menos o seu custo; daí em diante tudo é lucro. Não vale a pena aturar as crias, que só depois de 16 anos darão igual serviço".



E em consequencia as negras pejadas e as que amamentavam não eram dispensadas da enxada; duras fadigas impediam em umas o regular desenvolvimento do feto, em outras minguavam a secreção do leite, em quase todos geravam o desmazelo pelo tratamento dos filhos e, daí, as doenças e morte as pobres crianças. Quantos cresciam?
















E assim construímos o novo mundo.











2007-10-23

Gente estética



Com um olhar firme e seguro, vou buscar nos meus antepassados algum tipo de argumento que nos faça refletir sobre o que se passa, as vezes , na cabeça do artista brasileiro... Chamo aqui nestas minhas palavras, Grotowski, Lope de Vega, Artaud, Bertolt Brecht, Stanislavski, Zé Celso, Yan Michaski, Rubens Corrêa, Vianinha, Nelson Rodrigues, "Geraldo" Tomaz, Antunes Filho... Todos esses e outros que de alguma forma fortalecem nossas crenças e qualidades artisticas.

"A arte não é regida por principios democraticos"

"A mise en scene só existe na pratica"

"Não há classes no teatro"

"Devemos cultivar a palavra. Não deixa-la sucumbir às pressões de nossa época. As novas gerações desprezam a palavra porque elas foram superadas pela imagem"

"Critica ao essencialismo - Quando você chega lá, não ha lá, lá!"

"Enquanto artista, quanto mais tempo o ator permanecer uma criança, melhor. A maturidade precoce, sob a forma do compromisso, não faz bem algum"

Hoje fomos ver "Geraldo"

Será que o nome tem haver com o diretor Gerald Thomas, acho que não.

Estéticamente era interessante, tinha video, cenário com dois ambientes, o fora e o dentro, luz em perfeita hamonia, gente estética que fez a lição de casa. Pós moderno? Contemporaneo? Dissso eu nao entendo, por isso não poderia falar sobre isso. Quero falar de vida, gente estética morreu, sucubiu na propria soberba, se esqueceu de comunicar, foi buscar na plástica a falta de comunicabilidade. Esse tipo de arte tem classe, classe social, teatro para altas camadas da sociedade, gente que gosta de pensar. Foi pensando que sai do teatro, foi pensando que me fiz perguntas e pensando escrevo aqui agora. Onde foi parar a poesia? O suspiro de se estar no teatro? To falando do que vi ontem, nenhuma lamentação existencialista, tem muita gente por ai que faz teatro "Contemporaneo" com conteudo e desafio.

Sabor: Gosto de ir ao teatro e esquecer que estou no teatro, só pra lembrar em alguns momentos e suspirar. Ontem fui ao teatro e tava lá no teatro, vendo o teatro sai do teatro. Foi como ir ao teatro olhar e sair, confesso que um pouco triste de ver tanto desperdicio, tanta falta de rigor, tanta possibilidade jogada fora.

Sou do tipo que prefere ver um babuino gritando doque ver um monte de macacos fingindo que são macacos. O texto, na minha opinião e na do Chaplin, se for dito deve ser dito como quem diz alguma coisa e não como quem simplesmente diz alguma coisa, esse "simplesmente dizer" não cabe no teatro, em nehuma arte, se for pra simplesmente dizer não diga, guarde pra você. Por isso o Carlitos dizia tanto sem dizer uma palavra.

O manual do teatro contemporaneo, pos moderno, é vendido nas melhores casas do ramo, desde de 1970/80 a gente trava esse duelo com o modernismo, a gente não, os Americanos, a gente tava vivendo a possibilidade da abertura e da anistia politica. Penso ainda no teatro sem classe, desses que minha mãe vai entender, digo entender... Coisa que alguns tentam dizer que está fora de uso. Entender o que? Entender o que se diz, como se diz. Não digo a historinha, digo a historia. Ali, no momento presente, a historia daquele ser em conflito, em conflito de morte! A beira da loucura! Ator usando seus musculos, sua voz, sua alma para nos proporcionar um momento de magia pura, de encontro com um ser novo.

Nem sei bem do que estou falando, mas de uma coisa é certa, se estou falando é por pura nessecidade.

Viva o que é vivo!

2007-10-20

Tropa da Elite - Elite com tropa - Ficção/realidade, a merda tá fedendo

Meus amigos e queridos leitintes, tenho acompanhado de perto as discussões, debates, gritos e grunhidos em torno do famigerado filme Tropa de Elite... O diretor José Padilha que na epoca de Onibus 174 foi aclamado como diretor de extrema esquerda, agora, as mãos que um dia o acariciaram esbofeteiam, ele é "dedado" como extrema direita.

O fato é que o filme foi feito e tá ai pra quem quiser ver, já estava antes de lançarem no cinema, nas melhores bancas de camelo perto de você. Depois do lançamento oficial continua dando muito pano pra manga e dinheiro no bolso dos que fatiam este bolo.

Tenho lido artigos que defendem o filme por ele ser artistico sem compromisso ideologico. Tenho ouvido barbaridades sobre o Wagner Moura. Tenho visto a esquerda dizer que o filme reforça ideologia burguesa da violencia para conter a violencia. Tem gente que acha que o filme é bom pois faz com que a gente entenda melhor a merda em que vivemos.

Tropa de elite tá ai pra quem quiser ver, por tanto façamos os debates devidos e vamos parar com a choradeira...
Já ouvi gente dizer na rua coisas de vários tipos depois de verem o filme, seguem algumas: - "Se existe uma policia "dita" honesta é porque a outra todo mundo sabe que é desonesta". - "Que musica horrível, que dizer que eles entram na favela pra deixar corpo no chão". - "Nunca gostei de policia, pra mim é tudo bandido, esse filme fica tentando dizer que tem uns ai melhores que os outros, mas pra mim é tudo farinha do mesmo saco".

O fato é que a merda ta fedendo, esse dias no jornal mostraram dois rapazes sendo fuzilados pelo helicóptero, disseram que estavam se defendendo, mas todo mundo viu que os rapazes estavam correndo feito desesperados para salvar suas vidas e sem arma. Podiam ter parado de atirar.

O assunto foi lançado, nosso problema não é o filme e sim a realidade do morro e da policia que é despreparada, corrupta e violenta... Neste caso temos que pensar, também, naqueles que fazem o serviço sujo, os policiais. Em sua maioria vitimas da própria ignorância. Tão ignorantes quanto os que são bandidos nos morros.
Resumo da cituação:
A classe média não consegue raciocinar direito, a burguesia fede, os intelectuais cagam regra de esquerda festiva entre um baseado e outro, os universitários gritam palavras de ordem entre um baseado e outro, as crianças morrem com um saco plástico na cabeça, os negros são excluídos no Apartheid brasileiro, os índios são queimados vivos, a vida passa mau e a merda não vai dá pra todo mundo.
O bom do filme pra mim, foi o que veio depois, o próprio debate.

Wikipédia:

Tropa de elite é um termo normalmente utilizado para designar unidades militares com treinamento excelente e armamento superior, destinadas a agir de forma decisiva em ações militares.Em épocas passadas, compunha a guarda pessoal de grandes figuras do Estado, como, por exemplo, os mosqueteiros dos reis da França, ou a guarda pretoriana do imperador romano, ou ainda as cortes urbanas da Roma republicana. Atualmente, compõe unidades militares dos exércitos dos Estados, com função de manter o território nacional a salvo, guardando e fiscalizando áreas estratégicas, além de intervir em casos de emergência. Além disso, formam a inteligência e a contra-espionagem.

Cuidado com o caverão eles entram na favela e deixam corpo "NU" no chão - que merda!





Olha ai CUZÃO!
Abaixo um comentario bem humorado de um amigo diretor de teatro, Walter Daguerre:
Homem de preto
Qual é sua missão?
É invadir favela
E deixar corpo no chão
Pra quem não pescou, essa é a canção que os soldados do Bope cantam enquanto fazem seus exercícios matinais (isso eu li na coluna do Zuenir Ventura, mas como eu servi o Exército, sei bem que essas musiquinhas são variações do mesmo tema). Quer dizer, o recado está dado. E está explicado também porque o Luciano Huck desabafou "Chamem a Tropa de Elite" quando foi assaltado em São Paulo. Porque se os homens de preto sobem favela e deixam corpo no chão, no fundo eles são a Tropa DA Elite. Outro dia, num almoço de domingão, meu sobrinho perguntou: "Tio, você já viu Trepada de Elite?" Minha irmã conteve o riso e repreendeu o menino com severidade. Mas peraí? Por que as crianças podem brincar nas portas das escolas gritando: "É faca na caveira! É faca na caveira!" - como eu vi anteontem no Humaitá -, mas não podem brincar falando Trepada de Elite? Trepada é melhor, tem humor e lembra o bom evelho slogam "Faça amor, não faça a guerra". Seria ótimo se, ao invés de uma Tropa DA Elite, nós tivéssemos o luxuoso auxílio de uma Trepada de Elite. Daí a música dos soldados seria:
Homem de preto
Qual é sua missão?
É beijar na boca
E fazer amor no chão.