2009-11-02

2009-11-01

Feliz 10 anos.

Onde está voce além de aqui dentro de mim?

Finados

Sentei no bar com a malandragem. Bebi com as almas.

Beijo. Tchau.


Então vai lá. Boa viagem. Seja feliz em sua nova vida. Isso é o que importa. Ser feliz é o que importa. Ao menos tentar. Pensei que comigo voce seria diferente, mas voce age sempre desta maneira. Beleza vai lá. Pior é me sentir como os outros. Segue em frente. Nem precisa olhar para trás, melhor não olhar. A vida é sua. Voce não precisa de ninguém. Vai lá. Boa viagem.

2009-10-29




unvaitomarnocufilhodaputadocaralhosentanapicadomacado
hvaisefuderviadodemerdapelasacosemmãedaporrajacubeba
 jhjchupameuovocheirameucuvoltaparaporradatuaterraviado
jnfilhodechocadeiratuamãoéputateupaiécornohonnbunçnob
bjkkknfnvnldfbgevlaeriuhigbsnvrivbiaubaiebvirubvabjhbikk
njnurgibibvefiubvrbfveinfklanvççwoihovubvbçdnvçjnbbbou
bjnnjjjnrbgfjblfbrpugbiub5igbibrpajnrkjfnsdpferjfkjbfnsvctw
hujnjkjebfqfbfbfblqwkejfkjbflwkjrbgfkljrbgkjbrebgbgkbvijnl





Então fodam-se. Cambada de medíocre. Vão viver suas vidinhas inúteis na puta que os pariu. Sou macho o suficiente para viver com as feras. Eu não resisto a uma boa luta. O sangue nordestino que corre em minhas veias é quente e grosso. Não vou passar a vida inteira fazendo planinho para poder sentar minha bunda numa praia distante depois de um ano de trabalho forçado. Comigo o negócio é assim. Não me venha com conversinha mole. Escreveu não leu é analfabeto. Subiu não desceu morreu. Morreu se fudeu. Hoje é tarde e amanha nem existe. Se moscar na minha frente eu atropelo.
Tá avisado.




Não estou.
Volte amanha.





2009-10-25

Tá tudo dito entre nós


Porra. Odeio brigas. Não sou bom. Nunca fui. Sou fraco numa briga. Seja discutindo ou no braço. Sou um borra bosta. Minha natureza é de paz, quase bicha. Discutir não é brigar. Numa boa discussão há respeito, apesar do calor, da paixão pelo assunto. Brigar é agredir. Odeio fazer isso.

Hoje bati boca com um ser nebuloso, amargurado, infeliz e ressentido que me deixou péssimo. Caras como esses são difíceis de enfrentar. Eles não têm nada a perde, a vida deles é uma merda mesmo. Sempre foi e sempre vai ser. Fui pego de surpresa, quando vi estava numa briga infernal que não nos levaria a nada.  Tudo porque o jacu acha que é o dono da bola. Puta infeliz de merda. Depois fiquei pensando e me senti ainda pior. Humilhado por um pirralho de merda que grita como um homem, mas não tem cú. Um ser nebuloso, sebento e sem cú. Nunca mais vou discutir com um sem cú destes. Queria ter coragem para quebrar o nariz do puto, só assim tudo isso faria sentido. Se ao menos a gente saísse no soco talvez eu estivesse menos machucado. No fundo, bem no fundo, tenho pena deste sujeito. Cheio de coragem e sem cú. Vai acabar sozinho ou louco ou os dois. Mas nunca vai ser feliz, pois não tem cú. Eu vou pegar meu cú e tira-lo da reta deste sujeito sem jeito.

Quando a gente tá na merda sempre aparece um sem cú destes para piorar de vez. Que seja!

Sai fora jacu de merda. Volta para tua terra.




e quando estamos no buraco

Sim, estou no buraco. Numa fase difícil da vida. Talvez um momento de amadurecimento. Certamente um momento de amadurecimento. Crescemos na dor. O fato é que é um buraco. Já estou vendo a luz no fim do túnel, mas foi uma luta dura até aqui.  Um buraco profundo. A vida é assim, estamos lá, um dia, cheios de si e quando percebemos, tudo pode ter virado um inferno. As coisas podem dar errado e dão. O importande é não deixar de acreditar em si mesmo. A fé é algo espantoso. Estamos vivos. Queremos estar vivos. Fiz escolhas erradas na vida, mas fiz outras muito certas. Para tudo há uma solução, mesmo para morte que não existe. O maravilhoso é que, mesmo nos piores momentos, não estive só. Nunca estive só. Minha força para continuar na luta são meus verdadeiros parceiros. A familia que escolhi e que me escolheu. Essas pessoas evitaram minha derrota, minha tragédia. Este é meu verdadeiro tesouro.

2009-10-24

Bar doce bar


Cosseira no orifício da cavidade anal.


O cú de todo mundo cossa. Tem aquele momento íntimo em  que o cú se manifesta e discretamente arrastamos a ponta do dedo para alívio da tensão. Fico imaginando aquelas mulheres magnificas, insuportáveis de tão belas, cossando o cú. Sim, pois cú de mulher bonita também cossa.


Passei aqui só pra dizer isso.


Macacú

2009-10-23

Lapide



Trabalhou até desistir 
Resistiu até sucumbir 
Jaz aqui o morto 




L.A.P.A

Andei pela Lapa com minha latinha de cerveja na mão a procura de alguém para aquecer meu coração. Fito algumas mulheres que parecem ser interessantes e tento uma aproximação simpática. Uso meu melhor vocabulário para debater sobre o eterno presente, o hedonismo e blablabla curriola. Falamos e bebemos; bebemos mais do que falamos e olha que falamos bastante. Entre cigarros, cervejas e monólogos as duas começaram a se interessar por mim. Certo, não esperava por menos, estou num dos meus melhores dias. Como é do meu feitio, deixei a coisa correr muito solta. Um bom malandro sabe que isso é fatal. Acabei a noite como de costume, punheteiro solitário. Deu ao menos para esquentar um pouco o coração.

2009-10-22

!@#$@%$@#%@#

Sou um cara bobo, bobão, palerma mesmo. Sou também do caralho por isso, tenho pouca vontade de não ser desta maneira. Gosto da minha forma de ver o mundo. Como criança olho, vejo e me relaciono. Sou isso e quero ser isto. Assim mesmo é que sou. Não me venha querer me ensinar a ser de outra forma. Peido não sua cara e cuspo.

2009-10-21


Uísque combina com qualquer assunto

blablablablabla

Sou do tipo que gosta de gente, gente em volta, gente em cima, gente em baixo. Na média sou amado por muitos e considerado pela maioria. Gosto assim. Sou chegado em gente de todos os tipos. Sou bom relações públicas. Nem me esforço muito, geralmente às pessoas são muito agradáveis comigo. Gosto dos bonitos, dos feios, dos de todas as cores. Difícil mesmo é aturar os chatos, no meio da galera tem sempre um ou uma. Eles adoram andar com gente legal. Deveriam ter o bom senso de andar só entre eles, mas se tivessem esse tipo de consciência não seriam chatos. Como definir se uma pessoa é chata? Pergunta difícil. Sei apenas que quando reconheço um desses, sou o primeiro a dar as costas. Não dou nem tchau. Os chatos têm uma característica bem comum, se levam a sério demais. Levam a vida numa seriedade, como se tudo isso que somos não fosse uma piada de péssimo gosto do criador. Gente chata acha que não é bicho.

2009-10-20

Para Suzy com amor



Suzy trabalha de recepcionista em um salão de beleza no centro da cidade. Ela é sempre a primeira a chegar. Típica funcionária exemplar. Ouvi dizer que ela mora longe. Sempre sai de casa muito cedo, se enfia numa condução super lotada e quando o patrão chega para abrir a loja, ela já está na porta fumando seu cigarro de filtro vermelho. Às vezes tenho vontade de ser o cigarro de filtro vermelho da Suzy.
Suzy não é feia, também não é bonita. Tem umas pernas grossas e um charme de mulher decidida, que não se importa com mais nada a não ser com o trabalho que garante o seu sustento. Gosto destas mulheres que fazem questão de mostrar para o mundo sua alto-suficiência, que parecem não precisar de homem algum. Sempre a vejo passando com passos decididos. Suzy sempre sabe para onde está indo. Por isso tudo ela é tão encantadoramente linda.
Estou trabalhando de segurança noturno, para fazer um bico, enquanto a carreira de escritor não decola. Como podem perceber acabei me apaixonando por Suzy. Sempre a vejo chegar e esperar por seu patrão na porta do salão. Meu setor de vigília é exatamente a rua onde Suzy trabalha. Rua Santa Luzia, Centro. Suzy é como lhe chamo carinhosamente. Não sei seu nome verdadeiro e não procurei saber, para mim Suzy basta. Ela é minha namorada, só não sabe disso. Ainda. Poucas mulheres tiveram a honra deste titulo. Ser minha namorada não é para qualquer uma. Sou Cesar Frias, escritor. Sou profundo, sou magnífico. Caralho. Bem, sim, sou do caralho. Um sujeito como poucos. Talvez, as coisas estejam um pouco fora do rumo, por enquanto, mas logo tudo se ajeita e finalmente serei reconhecido pelo meu talento. Suzy é uma mulher especial, sei disso. Meu coração nunca erra. Talvez, tenha errado uma ou duas vezes, mas nunca mais que três. Suzy e eu fomos feitos um para o outro.
Todos os dias, impreterivelmente, às cinco e meia da manhã, sem que ela saiba, vou ao seu encontro no ponto onde desce do ônibus e acompanho-a, como seu segurança particular, até a porta da loja onde trabalha. Sei que ela se sente segura com minha presença. Posso sentir. Posso ouvir as batidas tranqüilas de seu coração. Posso ouvir seus pensamentos: - Ainda bem que você está aqui, meu herói.
Um dia resolvi fazer um teste, para ver se Suzy sentia mesmo minha falta. Às cinco e meia da manhã, como de costume, fui esperá-la chegar, mas desta vez, me escondi próximo ao ponto de ônibus e fiquei de longe observando a reação de Suzy. Quando o ônibus partiu, deixando-a sozinha, no escuro, em pleno centro da cidade, ela olhou para um lado, para outro, baixou a cabeça, respirou fundo e caminhou depressa. Meu coração se encheu de alegria, estava tudo claro para mim. Eu era importante na vida de minha amada. Não me resta duvida, agora eu só preciso de uma oportunidade para poder me aproximar e, simplesmente, beijá-la. Não haverá resistência da parte dela, afinal ela encontrara um homem que a fazia se sentir segura. Uma mulher, por mais decidida que possa parecer, sempre sonha em se casar na igreja com seu príncipe encantado. Eu estou para ela como ela está para mim.
Estou alguns dias sem dormir de tanta ansiedade. Passo as noites esperando por Suzy e de dia pensando em como fazer acontecer o grande encontro apaixonado. Tudo aconteceria como num filme de amor: Nossos olhares se encontrariam, quase que por acaso, e seria amor a primeira vista. Primeiro paixão. Faríamos sexo em todos os cantos da casa, nos beijando como loucos apaixonados. Depois viria o amor e a vontade de ficar juntos para sempre. Vamos ter filhos. Dois moleques. Um menino e uma menina. Não, o melhor mesmo é deixá-la decidir. Ela vai adorar. Eu a farei muito feliz.
Agora só resta encontrar uma maneira d’eu me aproximar de Suzy. Minhas roupas estão esfarrapadas. Minha barba está mal feita. Talvez ela não ligue para essas coisas. De qualquer forma não posso me apresentar assim, com este aspecto sujo e desleixado. Vou precisar fazer a barba, comprar uma camisa bacana, um bom perfume e vai dar tudo certo. Faz tempo que não me aproximo de uma mulher. Só de pensar minhas mãos ficam suadas. Tenho medo de espantá-la para sempre. Deus, não pode ser tão difícil assim. Deve haver alguma maneira mais fácil. Sei que ela está só esperando que eu tome a iniciativa. Posso sentir sua ansiedade. Ouço seu pensamento: - Eu serei sua, basta você pedir, serei sua para sempre.
Não suportarei se algo sair errado. E se ela for comprometida? Se ela não gostar da minha conversa? Se já tiver filhos? Ela deve me achar um covarde e, mulheres como Suzy, não gostam de caras covardes como eu, que não sabem conquistar uma mulher. Eu e minha grande covardia. Minha falta de culhão. 





2009-10-18

Nada a declarar

Tenho pensado e isso não tem me feito muito bem. Vou parar de querer pensar demais. Toda tragetória tem um momento de escuridão. Minha vida tá no escuro total. Moro mal>como mal>fodo mal. Ok, também não sou do tipo que fica se lamentando pelos cantos. Mesmo porque nasci pobre pacas e até onde sei, pelo que me dizem, subi na vida. Tudo poderia ser bem pior. O ruím é ter que conviver comigo e minha saudade eterna e alguma coisa que já nem existe mais. Uma porra esse negocio de ser sentimental.

{}}{


Não se trata disso. Não sou do tipo que gosta de fazer esforço criativo. Gosto de escrever quando algo realmente já está pedindo para sair da minha cabeça, daí o esforço é mínimo. Merda, nem sempre é assim. Já foi. Agora a freqüência de idéias que querem sair da minha cabeça está cada vez menor. Deve ser algum tipo de crise. Sigo aqui tentando, mas sem fazer muito esforço, como é do meu feitio.

2009-10-17

A segunda morte de Hélio Oiticica - LUTO

Um helicóptero da polícia foi abatido por traficantes. Guerra no morro dos macacos. Chineses morrem em explosão em casa de fogos na China. Avião cai e mata quatro pessoas. Tudo isso foi dito pelo reporter na televisão, isso tudo não foi nada diante da noticia do incêndio que destruiu 90% da obra do artista plástico Hélio Oiticica. Isso sim é uma tragédia!

Um pouco de Hélio Oiticica:
Nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou com Ivan Serpa após 1954, e entre esse ano e 1956 integrou o Grupo  Frente, aderindo posteriormente ao Movimento Neoconcreto  e tomando parte nas mostras realizadas entre 1959 e 1961 no Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Integrou também a representação do Brasil na exposição internacional de arte concreta realizada em 1960 em Zurique, na Suíça, e esteve presente nas coletivas de vanguarda Opinião 65  e Opinião 66, Nova Objetividade Brasileira e Vanguarda Brasileira, realizadas entre 1965 e 1967 no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, expondo ainda na Bienal de São Paulo (1957, 1959 e 1965) e na da Bahia (1966). Até 1959 Oiticica ainda se conservou fiel aos veículos e suportes tradicionais da pintura. Reduziam-se seus quadros de então a efeitos cromáticos e de textura obtidos unicamente com a aplicação de branco, e revelavam um ascetismo que o desenvolvimento posterior de seu trabalho iria desmistificar. Nesses primeiros quadros via-se já muito nítida a tendência do artista a superar o plano bidimensional, pela utilização da cor com evidentes intenções espaciais. Abandonando o quadro e adotado o relevo, bem cedo incursionaria Hélio por novos domínios, criando seus núcleos e penetráveis, para chegar em seguida à arte ambiental, em que melhor daria vazas a seu temperamento lúdico e hedonista. Surgem assim, de 1965 em diante, suas manifestações ambientais, com capas, estandartes, tendas (parangolés), uma sala de sinuca (1966), Tropicália (1967, um jardim com pássaros vivos entre plantas, lado a lado com poemas-objetos), Apocalipopótese (1968, reunindo várias manifestações de outros artistas, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro), etc. Todas essas experiências serão objeto de importante exposição efetuada em 1969 na Whitechapel Gallery, de Londres - no seu dizer, "uma experiência ambiental (sensorial) limite". Em setembro de 1971, de Nova York onde se fixara, o próprio Hélio Oiticica, em texto difundido na imprensa carioca, assim se expressava: "Se há gente interessada em minha obra anterior, melhor, mas não vou expô-la ou ficar repetindo ad infinitum as mesmas coisas; não estou aqui para fazer retrospectivas, como um artista acabado; estou no início de algo maior; quem não entender que se dane; procurem-se informar melhor e respeitar idéias e trabalho feito". Hélio Oiticica, que em 1970 tomou parte em Nova Iorque na mostra Information, organizada pelo MOMA, recebendo nesse mesmo ano bolsa de estudo da Fundação Guggenheim, viveu nos Estados Unidos até 1978, quando regressou ao Brasil e de novo se fixou no Rio de Janeiro, iniciando então a última fase de sua breve carreira. Em 1981, um ano apenas após sua morte, seus irmãos Cesar e Cláudio criaram o Projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar material e conceitualmente a obra do artista de quem a Galeria São Paulo, em 1986, levou a cabo importante exposição intitulada O q faço é Música, cujo título retoma um texto de sua autoria: "Descobri que o que faço é MÚSICA e que MÚSICA não é "uma das artes" mas a síntese da conseqüência da descoberta do corpo". Nos últimos anos, em nível inclusive internacional, a importância de Hélio Oiticica como artista seminal dos novos desdobramentos da arte ocidental de fins do século e do milênio tem sido posta em destaque através de exposições itinerantes realizadas entre 1992 e 1994 em Paris, Roterdã, Barcelona, Lisboa e Mineápolis, sala especial na Bienal de São Paulo em 1994 e participação nas Bienais de 1996 e 1998 etc. Por fim, ressalte-se a criação no Rio de Janeiro, em 1996, do Centro de Artes Hélio Oiticica.










2009-10-15

Homem solitário procura mulher para sexo fácil


Eu sou insurpotável: sou metido, falastrão, cago regras, me acho o melhor em tudo, gosto de discutir relação, adoro conversas longas, bebo bastante, não sou generoso, não tenho dinheiro, não sirvo para nada, não acredito em fidelidade, não gosto de trabalhar, não vou a igreja, julgo o mundo sentado na mesa de um bar, fumo, sou gordo, não sou educado, falo palavrão, fujo de briga, sou tarado, punheteiro safado, frequento inferninhos, durmo demais, chego atrasado, sou egocentrico, chato, engraçadinho, ando de cueca pela casa, não quero ter filhos, gozo na cara, adoro miojo com salsicha, sou anarquista, to pouco me fudendo para o meio ambiente e tenho poucas qualidades.


Procuro mulher do mesmo jeitinho para relacionamento aberto sem compromisso. Garanto boas risadas e muitas gosadas. Quem se interessar favor deixar um recado em minha caixa postal.

2009-10-12


Micro conto sujo


Então a dona da pensão, um padre viado, marinheiro, que juntou dinheiro e comprou um prédio inteiro, colocou por debaixo da porta do meu quarto um bilhete abusado de cobrança:

Favor pagar o aluguel do quarto antes que
eu seja obrigado a tomar as medidas legais.
Ass.: Pe. Marcos

Eu não estava atrasado. O aluguel venceu ontem, Sábado. Só não tive tempo de entregar o dinheiro que já estava comigo desde Sexta. Bicha filho da puta. Peguei o dinheiro enrolei na merda do bilhetinho e fui até o quarto da bicha divina. Bati forte. A bicha não respondeu. Gritei. A bicha desligou a luz. 

- Tá com medo de quê viado, toma a porra do teu dinheiro e enfia esse bilhete no olho do teu cú.
- Pode por o bilhete e tudo por baixo da porta. 

Disse a bicha com voz trêmula. Sou um homem grande com cara de mal, ela deve ter se borrado toda.

- Se voce quiser seu dinheiro vai ter que abrir a porta.

A luz do quarto do padre acendeu e a porta abriu lentamente. A bicha filha da puta colocou só a cara pra fora. Puxei a porta com força bruta esmagando seu pescoço entre a porta e o portal. Ela gritou algo estrangulado que não entendi. 

- Escuta aqui viado de merda. Pega essa porra de bilhete enfia no teu anus. Nunca mais me cobre desta maneira indelicada. Eu sou um homem sensível, fico logo ofendido e quando isso acontece sou capaz das piores barbaridades.

Disse isso enfiando o bilhete com o dinheiro na boca da bicha sufocada. Soltei e ela ficou caída chorando no chão sujo da merda desta pensão horrorosa. Dei as costas, acendi um cigarro e com voz calma disse:
 - Boa noite Senhor Padre. 

No outro dia, ao sair para o trabalho, encontrei a bichona velha varrendo a portaria do prédio com um lenço enrolado no pescoço. Passei e ela, sorrindo, me ofereceu uma xícara de café. Bicha safada.

Dia santo


Hoje foi um dia de descanso da maratona de festas do fim de semana. No Sábado um casamento e no Domingo aniversário de um ano do meu sobrinho mais novo. Os dois eventos foram como esperados. Revi alguns amigos. Falei algumas merdas ao pé dos ouvidos e não fui capaz de comer ninguém. O que importa é que hoje foi feriado e pude curtir minha ressaca na beira da praia. Comecei a ler um livro de contos do Bukowski ("Ao sul de lugar nenhum") e um livro de auto-ajuda, acho que estou precisando, de autoria de Alexandre Lowen. Famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, dizia que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Esqueci de mencionar o nome do livro em questão, chama-se "Medo da Vida", e quem não tem?
Agora imagine a seguinte cena: uma praia com um monte de mulheres bonitas e desprovidas de vergonha, usando biquínis que tapam só os orifícios, uma cadeira confortável de frente para o mar, uma bolsa térmica com algumas latinhas de cerveja gelada, os dos livros já mencionados e um monte de tempo livre. Esse foi meu dia de descanso. Isso é o que tenho para escrever hoje. O resto é silêncio e uma punhetinha no final da noite.

2009-10-11

@!#$%$¨¨&*¨&()

       Tempo
Passando
       Vivenciando
Tropicando
         A vaca botou ovo
                        Tem que pagar as contas
              Homem
       Sucesso
 Desejo
             Sonho do sonho
Não me venha
                                     Com esse papo
                                              Catiripapo
Estética
     Estática
          Estrada
              Estala
                   Escola
                                                         
                       Onde aprendi a ser filho da puta?


Onde aprendi a ser, filho da puta?
                                            Retiro-me
                                                                                             Queixo-me
       Jugo - julgo
Não me venha com essa de pressa
                Voce perdeu o assento
                                   Já faz tempo
                                                               Orgulho de puta
               Noite de noite
Sigo me lambusando de beira de praia

2009-10-08

2009-10-07

Aos bons encontros inesperados.

Adoro encontrar gente amiga, esse tipo de acaso na cidade é sempre carregado de mistérios e surpresas, quase sempre felizes. Essa baderna me excita, principalmente nos momentos que acho que meu coração está batendo á-toa. Sabe aquelas noites que voce está fazendo tudo para encontrar algum tipo de sentido pra vida, então voce caminha na cidade e, por acaso, encontra gente que tá disposta a viver e ser feliz e ai, por acaso, a vida volta a fazer sentido e voce se sente parte de algum tipo de plano? Nesse caso nada é por acaso.
Um bar, gente amiga e cerveja, do que mais precisa um homem? De fámilia? Não, claro que não.

Eu 'to solteiro faz pouco tempo, sofri e agora já passou. Não sou do tipo que sente pena de si mesmo e nem fico remoendo, ressentindo. O que passou tá lá, guardado na experiência e não no trauma, sem marcas. Tive raiva e certamente vou ter ainda muitas vezes nesta minha vida, tenho sangue e adoro sentir raíva. Existem momentos que a raiva é sadia e faz crescer. Não é algo que se procure, mas quando acontece deixo queimar até a ultima chama.
 
Hoje vi uma pessoa, amiga dos amigos, sofrendo verdadeiramente de amor, passando por todas as fases num espaço de tempo curto; sentiu-se um lixo, brigou, chorou, bebeu, riu e sentiu raíva. Sei bem o que é isso. Com ódio fez uma das coisa que resolveu minha vida. Foi um momento sublime de elevação quântica, partículas subatômicas de paz fluiram pelo universo inteiro. A sujeita pegou uma garrafa de cerveja vazia, perguntou para alguém na mesa se podia quebrar, esse alguém respondeu que sim sem acreditar.  A maluca jogou com vontade, fazendo a garrafa se espatifar no chão de paralelepipedos como um ovo da tartaruga azul. Toda a cena durou menos de um cegundo, mas foi o suficiente para transforma o universo. A medida corajosa da ação/reação inesperada da sujeita com ódio fez o mundo parar de girar, voltando logo em seguida. Senti, naquele instante, que toda a raíva do mundo havia deixado de existir por alguns minutos, uma supensão no espaço e no tempo. Na China um homem que batia na esposa, a beijou longamente e depois continou o castigo. Na África um Leão faminto deixou fugir um antílope que já estava dominado. Senti tudo isso passar por mim e arrisco dizer que se mais garrafas fossem quebradas com raíva não haveria guerras. Quanta besteira... Quanta força bruta...  Quanto exgero. Adoro!
Uma coisa é certa, dá próxima vez que sentir raíva, por qualquer motivo, espero que tenha garrafas de cerveja por perto. Uma delas, no mínimo, vou espocar no chão. Santo descarrego!

2009-10-06

Sarrabuxo e tratratra


Andando pelas ruas da cidade, passando em meio a tantos e tão poucos de mim, preso em meus pensamentos, desviando de tudo vou até o fim. "Não sei onde estou indo só sei que estou no meu caminho". Passa velho, branco, negro, grevista e pelego; passa mulher bonita, feia, sem jeito e com jeitinho de moça prosa; passa pobre, passa rico, passa você e passa eu também; passa boi, passada boiada, mas aquela que quero nunca passa; passa mendigo, nordestino, argentino e sem destino. Nas ruas da cidade, em meio a prédios que arranham o céu, um formigueiro inteiro de HOMENS e coisas que parecem HOMENS. Tudo em movimento, cada um carregando sua própria cruz, vindos de lá, de cá e indo para qualquer lugar. Vejo os sofrimentos, as alegrias e eu, que não sinto nada, passo carregando todo o peso do mundo em minhas costas. Aquele pobre homem deitado no chão, esfarrapado e solitário, não é diferente de mim. Penso na flor que um dia esteve em meu jardim e esqueço um pouco de tudo que vejo, esqueço um pouco de mim. Caminho pelas as ruas da cidade para evitar que em meus pés nasçam raízes, quero balançar e simplesmente ao vento me desfazer como bola de sabão. Tem dia que me sinto um chiclete amassado num canto sujo da cidade, de vez em quando vem alguém e pisa levando um pedaço de mim na sola do sapato. Se me falta coragem, me sobra vontade e vou seguindo a passos leves e pesados na solidão que assola e consola. A cidade não para, só cresce, o de cima morre e o debaixo mata, o debaixo morre, o de cima oprime. No jogo limpo da cidade a trapaça é regra (RIO 171). Passa a policia, corre o camelô e escorrega na merda da calçada. A calçada é um monte de merda cercada de buracos por todos os lados. Por que não fazemos uma guerra de pedras portuguesas? Pega policia, pega ladrão, não fica um negão, nem brancão. A cidade tá sempre lá, vai-se o homem fica a cidade. O rabecão levou o homem que não era eu e outro já estava por perto, na fila para o necrotério. Hoje tem sopão de graça na praça, a cidade é uma graça. Vai chover? Será que vai da praia amanha? Quando acaba a greve dos bancos? Você vai assistir algum filme do festival? Que horas abre o puteiro da Lapa? Sem respostas para minhas indagações pouco filosóficas vou cagando e andando. Vou mijar andando e se dé mole pra mim eu como.

Você é má

Zeca Baleiro  

Composição: Joãozinho Gomes

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nem um olhar
Nunca falou tudo bem
Tem, mas não dá
Sorrir jamais lhe convém
Você é má
Mas há de ter um bem
Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, não perde o trem
Sabe nadar
Mas nada sabe de alguém que sabe amar
Eu quero ser seu bem
Você é má
Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
E você mata!
Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nunca dará
Nem mesmo um simples amém
A deus dirá
Diz que não vai à belém
Você é má
Mas pode ter um bem
Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, finge tão bem
Sabe negar
Jamais dá a quem tem demais pra dar
Mas eu serei seu bem
Você é má
Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
Você mata!

2009-10-04

Passeio de Domingo

Os macacos vão ao museu e se labuzam de arte. Nem percebem que são arte ao mesmo tempo. Somos um bando de macacos cagadores de regras, criadores de bons costumes e maneiras decentes. Entre nós tinha um macaco um pouco mais macaco, que não estava nem ai para os narizes impinados dos grandes entendedores de arte. O macaco chutou tudo, julgou, não entendeu e cuspiu. Alguns outros macacos polidos até acharam graça, como quem sente pena e rir da desgraça do menos refinado. (Olhem que bonitinho, nunca veio ao museu) Alguns outros levam aquilo tão a sério que chegam a ficar com raiva da falta de sensibilidade ou capacidade do macaco sem modos, como se aquilo tudo realmente fizesse diferença em suas vidas mediocres e controladas. Segui pensando no tipo de macaquice que quero fazer para tentar chegar dentro dos macacos, até os menos refinados, principalmente eles, e virá-los do avesso.

Marca registrada - By Macaco


A cachorrada carioca


da série Rio171 - Olimpíadas

Estávamos eu e Rorras de carro a toda velocidade, cortando a cidade da Zona oeste para Zona Sul. Madrugada de Domingo. Transito escorrendo bem. Nosso carro deslizava pelo asfalto. Chegamos as Laranjeiras, bairro de artistas e intelectuais. Na rua principal havia um agito de balada noturna, muitos carros e todo o tipo de gente bonita. Tudo estava ótimo até a cachorrada, com seu faro fino e olho vivo, sentir cheiro de lingüiça. Passamos embalados pelo cruzamento da Rua Alice no mesmo instante que uma patrulhinha fazia sua rondinha. O Rorras, cheio de alto confiança ao volante, não lhes deu passagem, feriu o orgulho da autoridade semi-analfabeta de plantão. Blitz, documento! Eles vieram atrás e nos fizeram parar. Pensei rápido: agora vou esperar os dois saírem do carro, saco minha pistola e deixo os dois se debatendo no chão em meio a poça de sangue. Pena que não tenho uma pistola, só a de cola, mas besuntá-los de cola quente não seria uma boa idéia. Um dos policiais chegou pela janela do motorista, um rapaz novo, de bigodes e os dedos da mão pesados de tantos anéis de ouro. Quase mando tirar os anéis, onde já se viu, um militar com penduricalhos parecendo um pai de santo de quinta categoria. O outro policial era mais velho, com cara de professor, cheio das velhas artimanhas para arrumar um dinheiro dos motoristas. Se eles fossem honestos não haveria espaço para tantos carros irregulares nos depósitos públicos. A situação faz o ladrão e eles tem o emprego certo.
O mais jovem pediu os documentos do carro e habilitação com certa educação, enquanto o mais velho, com cara de pai de família, ameaçava apreender o carro. O velho golpe do Cosme e Damião, um bate o outro assopra. O Rorras está com sua habilitação vencida e isso certamente é motivo para apreensão do veiculo, ponto para a cachorrada. O circo estava armado: o cachorro velho pegou os documentos, falou no rádio, chamou reboque... O cachorrinho aprendiz de corrupto veio logo com o papo mole de que tudo seria difícil se o carro fosse para o deposito e etc.

- O que vocês podem fazer por nós – Mandou a gente entrar no carro para decidir o que podia ser feito.

Nessa hora eu pensei em tirar meu sinto e bater naquele moleque arteiro, depois coloca-lo de castigo.
Dentro do carro eu e Rorras decidimos não dá nada ou quase nada.

 - Vamos humilhar a cachorrada – Falei puxando uma nota de dois reais

 - Reboque a essa hora da madrugada, duvido – Disse o Rorras puxando uma nota de cinco

O guardinha chegou perto da janela do carona e recebeu a triste notícia. Com a gente ele só arrumaria problemas. R$ 7,00 (Sete Reais) não compram dois cachorros quentes em Laranjeiras, mas era tudo que estávamos dispostos a dar, era pegar ou largar. A Cachorrada esfomeada não dispensa nada. O Guardinha reclamou um pouco, mas sacou a nossa, que sacamos a dele. [Apreensão do veículo àquela hora ia dar um trabalho e gente sabe que esse povo não está ali pra isso] Pegou a merrequinha e cascou fora. Fizemos a manobra mais à frente e ainda vimos os dois parados próximo a barraca de cachorro quente. O Rorras buzinou e eu acenei como se fossemos velhos amigos. Ambos tiveram que responder com sorrisos amarelos. Porcos fardados. No fundo eu gostaria que eles fossem honestos e apreendessem o carro, mas isso é pedir demais.

2009-10-03

O petroleo é nosso?

Então, seremos cede da Copa e das Olimpiadas? E temos motivos para comemorar? O governador, o presidente e o prefeitinho choraram? Lindo. Comovente. Lembrei da Princesa Isabel emocioanda ao assinar a Lei Aurea, os negros dançaram e festejaram por muitos dias... E depois? E agora José? Caga na mão e joga fora que esse filho não te pertence!

Como não se emocionar com a vibração do nosso povo? O problema é que a gente vibra junto pra coisas erradas. Eu não vou ficar aqui, como uma tia velha, me lamentando ou só reclamando, vou encher a cara de birita e deixar a vida correr solta, tratar de ganhar o meu e quem se fudeu, se fudeu. To forte na rima.

Esperança
De repente a saúde melhora, a educação melhora... Daqui pra lá o prefeitinho vai ser o homem do choque de ordem, o governador vai passar o rodo em preto pobre favelado, que muitos chamam de bandido, eu chamo de marginal, mas já que tá na margem, vamos jogar logo para dentro do rio em sacos pretos. E assim o povo vai tomando sua dose de anestesia, os ricos ficam mais ricos e o Lula entra para a história como o presidente mais popular do mundo. "é o cara", como bem disse o chefe Obama.

É ISSO AI POVO... O NEGOCIO É BALANÇAR O BUNDÃO.


Será que o Michael Jordan faria seu Moon Walk se estivesse vivo?


2009-10-02




   MEDIOCRIDADE

                  É


                      UMA

                            PANDEMIA.

2009-10-01

Destemperado

As coisa são como são, não fico perdendo tempo me lamentando. Claro que fico triste, mesmo porque não sou nenhum idiota para ficar feliz o tempo todo.



Quem não tem cú
Não faz trato 
com pica


Galeria de arte

(clik nas imagens para amplia-las)




é... tchau


Alegria é não perder tempo com papinhos que sejam sérios demais ou cheios de lógicas e profundidades. Porra, a vida e muito importante para ser levada a sério. Abre as pernas que eu quero vê o que tem ai, nem vem com esse papinho de mocinha, fica ai amarrando a porra da buceta, então eu não posso te fazer feliz. Tudo seria melhor se não houvesse tanta etiqueta de bons costumes. Vamos brincar na rede?


Então tá, "não dou nem Tchau", foda-se!


Outro dia conheci uma garota. Pediu-me as horas, de cara vi que ela tinha outras intenções. Ofereci um cigarro, ela aceitou, mas disse que só gostava de fumar depois de uma boa trepada. Achei bastante excitante o comentário e arrisquei um beijo. (Que boca macia e perfumada!) Ficamos ali num longo beijo apaixonado até que senti sua mão quente na minha bunda fria. Tudo estava acontecendo rápido demais. Parei para respirar um pouco, ela aproximou sua boca carnuda de minha orelha e sussurrou apertando forte minhas nadegas: - Eu vou te comer – e fechou a frase com um "garoto" que ecoou dentro do meu corpo inteiro só parando de reverberar na ponta do meu pau duro, gozei um jorro e minhas pernas ficaram bambas. Ela parecia saber exatamente o que estava fazendo. (acédio profissional) Depois acendeu o cigarro, olhou pra mim com um olhar de prazer máximo (dever cumprido), soprou a fumaça do cigarro, beijou-me, mordeu  a ponta dos meus lábios até sangrar (Não senti dor alguma) e se despediu em silêncio, deixando-me totalmente apaixonado, indefeso, gozado e com o sangue escorrendo na boca. Fiquei olhando a garota que havia abusado de mim sem cerimônia partir sem cerimônia. Foi-se sem olhar para trás. Fiquei ainda tonto de prazer por alguns minutos e saí do shopping tentando disfarçar a mancha de porra no tecido da calça.

2009-09-30

Cossas

Entrei no apartamento que um dia já foi minha morada, nos bons anos do casamento. Até arrisquei chamar por ela, mesmo sabendo que era só um devaneio de puro saudosismo. Por alguns momentos engoli o choro que me subia na garganta. Passado que não volta é só ressentimento tolo. Abri a garrafa de uísque, tomei o primeiro gole, respirei fundo e fui curtir a festa no apartamento que agora não é mais nosso.

2009-09-29

afoguei-me


Cheguei na casa deste meu amigo, e sempre tem um bom amigo para desafogar as mágoas e ele me leu auto-ajuda, das boas, parece. Mas já no elevador, na subida para sua casa, só pensava no uísque que ele sempre tem para desafogar suas próprias mágoas. O uísque é mesmo o melhor amigo do homem, por conta disso os suicidas são em menor número que os alcoólatras. Sentei no seu quarto com o copo cheio e bebi querendo me embebedar, esse tipo de coisa me excita. Uma amiga chegou e na euforia aceitou beber comigo. Enquanto ela bebia apenas um copo eu já estava no quarto e querendo o quinto. Vimos um filme de aventura na Amazônia, faz parte da nossa pesquisa ver filmes que não nos leve a nada. Fiquei bêbado e passei por todas as fases; a paixão subiu pelos meus pés, uma nostalgia acompanhou-a e logo eu queria voar para "encontrar-me a mim mesmo". Fora a fantasia o resto foi sono. Cheguei em casa e tudo está bem, sinto falta de alguma coisa fora de mim, mas no fundo estou mesmo é preso dentro de mim. Liberta-miei logo.

2009-09-28

2009-09-27

...

Passei a vida inteira acreditando na aventura magnifica da vida. To cansado para continuar escrevendo. Durmo.

Minha querida Dinamarquesa

Fui correndo para ver se ela havia voltado para o mesmo ponto do ultímo encontro. Pensei ser possível vê-la novamente e, quem sabe, ela me perceba verdadeiramente. É uma paixão antiga, quando estou longe fico cheio de coragem, imaginando façanhas e ditos incríveis, mas quando tenho alguma oportunidade de aproximação minhas pernas enfraquecem e as placas do meu cérebro colam de tal maneira que não consigo nem me fazer notar. Outro dia a encontrei e foi tudo confuso, preferi fingir uma ar de "não estou nem ai", mesmo porque isso tudo é problema meu. - Oi, como vai? Depois nos falamos melhor. Beijos. - Disse isso e fui passando depressa. Eu sou um amante covarde.

Ahhhhhhhhhhhhhhh! (Odio!)

De verdade... to meio de saco cheio de ser tão resistente. Chorei por três dias e parei repentinamente prometendo a mim mesmo que jamais chorarei por amor,  de nada vale chorar. O amor é um flor vermelha que nasce no coração dos fracos. De qualquer forma to com preguiça de reagir, as vezes penso em escolher uma rede confortável e ficar lá imóvel até que a morte me carregue em seus braços. Isso é só um pequeno desabafo, vou dormir e tudo não passará e ao mesmo tempo passarão.

2009-09-24

Plá

De boca aberta o índio recebeu os europeus como quem para diante do novo e perde qualquer poder de reação. Uma simples galinha pode se tornar um monstro assustador, com suas penas, bicos e cocoricar sinistros. De princípio era o choque e a esperança do contato com um Deus que lhes era sedutor. Quem não ficaria imóvel diante de uma nave de outro mundo? Imagino a cena de impacto: no horizonte o que é apenas um ponto preto vai aos poucos se transformando em uma enorme maquina flutuante, de onde descem homens de barbas longas e corpos de muitas texturas, com botas, chapéus e armaduras que lhes emprestam uma imagem de seres de outro mundo, o que de fato eram. O encontro de dois mundos distintos. Um horror de admiração dos dois lados nos diz Pero Vaz de Caminha. Dizem que nossos índios eram ingênuos, crianças a brincar no jardim do Édem, não estou certo disto. Tenho a ideia fixa de que eram simplesmente seres humanos com seus costumes e ideias próprias para explicar sua existência. Dizem que o Brasil é feito do pior da Europa, com o pior da África e com os piores nativos de toda América. Dizem, e quem diz? Que nossos índios, nossos? Eram preguiçosos, e por isso foram facilmente controlados, dominados, exterminados. Não estou bem certo disso. Estamos investigando para tentar entender a formação do povo brasileiro. São tantas lacunas de nossa própria história, mesmo porque quem ganha a guerra nos conta sua versão, nos falta uma parte importante, a versão do derrotado. E ai batemos cabeça, cagamos regras sobre si mesmos e etc... O que me toca nisso tudo é ter que acreditar que o ser humano é ganancioso por natureza, invejoso por natureza, uma praga por natureza. Dai não importam os Deuses, pois eles deviam estar loucos quando nos puseram no mundo. Nem vem com essa de que o mundo piorou. O mundo sempre foi essa merda admirável. Uma cagada de um Deus louco, tirânico e todo poderoso. Nesta merda divina somos os vermes a vagar pela superfície fétida do mundo de merda. Peida!

2009-09-21

HiHou!

OutroDiaCheioDeGraçaPorraQueria
PoderViverSemPrecisarDeDinheiro 
MerdaDeFicçãoDiabolica
EsseCapetalismo

2009-09-20

Como vai voce?


O tempo atravessa e nos transforma naquilo que fomos feitos para nascer, fetos para viver. Não entendo muito de nada ou quase nada, só sei que sei de pouco e o pouco que sei é que me sustenta para querer saber um pouco mais. O resto é silêncio. Passados os anos percebo que mudei, fui atravessado por um monte de gente e situações diversas, mas no fundo sou o mesmo bom garoto de sempre, com um entendimento pratico da vida pratica. Nada que já não soubesse, como se em algum ponto da minha vida eu tivesse decidido ser o que sou. Meio que é assim com todo mundo, cada  qual com suas atravessadas e travessias.

Como a minha vida é de pouco trauma, alguns dramas de dores finas, mas sem grandes conseqüências, quase que estou no mundo a passeio. Observo tudo com um ar de espectador de mim mesmo.

Tudopassatudofilmetudotrajetóriatudohistória
tudoquadrotudosensaçãotudovivotudomorto.

Deixei de ver pessoas por longos anos, namoradas amadas, amigos antigos e coisas, não os vejo nem sei de suas histórias, da vida que levam ou levaram até aqui. Adoraria sabê-las.
Esta semana encontrei uma antiga namorada, fazia quinze anos sem trocar palavra e nos encontramos para brincar quase que por acaso. Não digo que foi ótimo, mas estranhamente belo e grotesco, com alguns momentos de pura crueldade. Ela acreditando ter sido eu seu eterno príncipe perdido, depositou expectativa demais em nosso encontro. Na dor da sua solidão, acreditou que nosso reencontro fosse acender a velha chama da paixão. Doce ilusão de uma mulher sofrida, carente e ressentida da vida. Senti sua tristeza, fizemos sexo e conversmos mesmo para tentar se conhercer.

Fiquei pensando muito na trajetória, nas escolhas, nas esquinas e encruzilhadas. Gostei de saber que não seria possível, como não foi levar aquele tipo de vida que teria levado se na ocasião escolhesse o casamento. Como saber? Impossível. Senti pena e talvez volte a vê-la. Por enquanto adeus.

A sanidade é uma linha fina.


2009-09-16

O segredo do degredo.

Não sou do tipo que olha para uma buceta e fica de pau duro, de maneira alguma, não funciono desta maneira. Preiso sentir o cheiro, os cheiros de todo o corpo. Cada parte da mulher tem um perfume diferente. Não basta ser linda, tem de ter a buceta cheirosa e o cú também. De longe todas as mulheres precem apetitosas, de perto algumas são. 
Essa noite fui a um puteiro no centro da cidade, o pulgueirão da Lapa, como é conhecido o estabelicimento. Paguei vinte pratas para tirar a mulher da casa, cem pratas para fazer sexo durante uma hora e dezessete mangos do hotel. Um hotel velho, úmido, com quartos sujos e com cheiro de perfume barato no ar. Travestis, putas e clientes circulam pelos corredores escuros, tudo ali tem odor e clima de orgia decadente. 
Entrei na boate só para passa o tempo, nem estava muito interessado. Logo que adentrei ao recinto avistei uma negra dançarina com um belo corpo escultural, de curvas finas e arrojado desempenho no palco. Sua pele negra brilhava. Fiquei louco de pau duro. Antes que ela acabasse de dançar fui até elá e cantei a pedra. Paguei a taxa da casa e levei a Deusa africana para o hotel "Expelunca". Agora eu já estava envolvido e tinha de ir até o fim na brincadeira. Vesti o personagem do cafetão de quinta categoria e entramos no quarto como um casal em lua de mel. 
Na luz branca do quarto sujo minha Deusa africana era apenas uma puta rampeira com cara de pobre coitada. Fomos para o banho e a esta altura eu já estava arrependido sem perder a pose. Depois que gozei senti uma profunda solidão com aquela mulher na cama me chamando de gostoso. Paguei seu cachê e mandei ela ir embora, queria ficar sozinho um tempo. O famoso cala a boca e não enche o saco. 
Esse é o tipo de coisa que faço só para movimentar minha vida, talvez para ter o que escrever. Tomei um banho mesmo para tentar tirar aquele cheiro de mim, como se fosse possivel. Ainda fumei um cigarro sentado numa velha poltrona e diante daquele cenário sem vida chorei como um degradado.
No caminho para casa parei em um bar e tomei duas cervejas, logo tudo não passava de mais uma lembrança engraçada. Um dia vou comer a puta dos meus sonhos, enquanto isso experimento de tudo um pouco.

2009-09-12

A morte do imortal

Voce já ouviu falar do imortal Antônio Olinto? Pois é... morreu aos 90 anos de idade nesta madrugada de Sabado (11/09). O presidente da ABL, Cícero Sandroni, já determinou luto oficial de três dias na academia, que, na próxima quinta-feira (17) estará realizando a sessão solene de saudade, quando será declarada aberta a vaga da cadeira número oito. Entre as muitas obras do escritor, está o romance "A casa da Água", de 1969, e livros de poesia como "Presença", "O Homem do Madrigal", "Nagasaki" e "O Dia da Ira". 
Não sei porque resolvi escrever essa noticia, de cara eu desconfio de todos os imortais. 

Quem será o sexto elemento da cadeira de número oito?  Vai-se um escritor mortal, fica-se a obra imortal.  

Salve!

2009-09-11

Parece que sim

Começo a me sentir livre. Taxi! Tá livre? Viva a LIBERDADE!