2009-09-10

Bebado falante

Sou do tipo que bebe mesmo para tentarse divertir ou para deixar a realidade turva
                                                                           
    Sou do tipo que bebe 
    mesmo para tentar se divertir 
    ou para deixar a realidade turva.

    Não quero >>>> Não posso

    Estou cada vez mais gordo, pançudo mesmo. De um lado a cerveja inevitável do fim do dia, de outro as guloseimas deliciosas e por isso inevitáveis. A felicidade de um homem passa pela liberdade de fazer suas proprias escolhas, no entando se escolho comer e beber levo como castigo a pança. Estou preso a este corpo, liberdade de cú é rola.
    Se quiser ser magro para conquistar as fêmeas de minha espécie, no fundo é disso que se trata, preciso evitar as escolhas que me distanciam deste objetivo. Tenho que malhar, comer salada e parar de beber cerveja. Para ser magro é preciso ser infeliz e medíocre. Daqui a pouco vou começar a fazer caminhada ecológica e a acordar cedo. Morrer não seria tão pior. Desculpe o fatalismo, mas quando me coloco, eu mesmo, contra a parede, fico me debatendo. Depois de um tempo tudo isso passa e vou passar o resto dos meus anos enchendo a cara e culpado por não ter um belo corpo escultural. Quem inventou este tipo de consciência deveria ser enforcado. Bom, vou seguindo, acreditando na santa leptina e no poder da alface. Tudo isso para poder tirar a camisa na praia sem que os magros infelizes me olhem com cara de escárnio. Morram!

    2009-09-08

    As cabeças Santas

    Foram trazidas em cortejo, onze cabeças, cabeças de santas virgens, cortadas na fonte por cutelo afiado. O povo canta em louvor as cabeças. Um canto desafinado e forte. As cabeças virginais serão postas no altar sagrado da santa igreja para que todos os dias do ano os fieis possam toca-las pedindo graças em louvor de misericórdia. As santas cabeças cortadas por cutelo afiado foram trazidas de navio, armazenadas em um vidro sacro e conservadas pelo divino formol. Dizem que a noite as santas conversam entre si para dividir os pedidos e conceder as graças.
    Alguns pescadores pecadores juram ter visto os espíritos das santas vagando pelo litoral à procura de suas cabeças. As cabeças das virgens santas que em vida se deram em sacrifício ao Deus todo poderoso e que, após a morte foram decapitadas por cutelo afiado, armazenadas e agora conversam entre si no altar da santa igreja. As santas cabeças operam milagres e por onde passam, as cabeças, em cortejo são louvadas com muita fé e devoção.

    Da história das santas sabe-se que elas viviam em mosteiro protegido e foram criadas virgens preparando-se para o sacrifício. Foram sacrificadas em dia santo por um padre de mãos firmes e sem gritos de dor foram separadas, as cabeças, de seus corpos por um cutelo afiado. Os corpos sem as cabeças dançaram ainda um longo tempo antes do falecimento total dos orgãos sem cabeça. O santo sacro-ofício foi assistido por uma multidão que entoava um cântico que dizia: Santas virgens/ que em vida serviram ao Deus/ leva de nós todos os pecados/ santo é o vosso ato de união/ santa é nossa igreja/ que o sangue derramado lave a terra de todo o mal/ que suas cabeças abençoem todo o povo civilizado e temente a Deus/ que nossos inimigos não tenham pernas nem braços/ Que suas cabeças santas nos protejam/ amém.
    Durante muitos anos as cabeças virginais serviram de símbolo de sacrifício e comprometimento com os ensinamentos da santa igreja. Nos dias de hoje, quando todos perdem a cabeça, as santas cabeças encontram-se perdidas no museu sacro. Poucos são os que louvam, muitos são os que se enojam. As santas cabeças virgens choram lágrimas de formol e não conversam mais entre si, calam-se diante do homem sem fé. O vigilante noturno do museu diz ouvi-las chorar e mal dizer o mundo.
    As virgens decapitadas por cutelo afiado agora jazem solitárias e empoeiradas no deposito esquecido da igreja que já não é mais santa.

    2009-09-07

    Bem... hun... hun... testando

    Hoje fiz tudo que um bom carioca pode fazer. Acordei tarde, fui a praia e fechei a noite bebendo cerveja e jogando sinuca. Nessas horas é que percebo o sentido da vida.
    Ainda não me sinto totalmente livre depois da separação, para quem interessar possa. Sinto-me preso, amarrado ou culpado. Estou meio cansado de ter que responder as mesmas questões.
    Deixei de querer ser melhor que os outros, isso já foi um ótimo passo para o futuro, que alias, estou com saudade. Fico querendo que a vida passe mais depressa e que algumas coisas sejam logo mortas. A coisa de matar ou deixar morrer o que não lhe presta mais, até boas lembranças. Me ocorreu um achado, uma frase do Pe. Anchieta: "Quanto mais na vida corro, mas me abraço com a morte, e querendo viver, morro".
    Sabe que tenho pensando em ser outro, ou outra coisa qualquer que não gente. Tenho a sensação que gente é tão medíocre, então tenho pensado em ser qualquer outro tipo de troço. De qualquer forma, também penso em dormir mais cedo, me aplicar mais em meus negócios, melhorar minha alimentação. Começo a querer acreditar num tipo de vida que faça com que tudo dê mais certo. Dizem que preciso levar o mundo mais a sério, vou fingir que creio nisso e tentar me adequar. Dentro de mim arde um troço. Mas não sou do tipo que fica cheirando o rabo dos outros. O negocio é seguir meu próprio caminho, mesmo porque, no final, vamos todas cair fedendo. Ao pó volteremos. Essa vida é uma só, podem haver outras vidas, mais essa termina no final.
    Acho que sou um cara triste, profundamente triste, mesmo que me divirta com toda essa baderna. A diversão é só pra tornar tudo mais suportável. Recuso-me a levar a ficção a sério... é exigir demais... Tá errado...
    Faz tempo que acredito nesse artista que defende o mundo à minha volta, gosto de alimentar essa ficção onde sou o protagonista. Minha maneira de existir. Ser artista me legitima uma série de troços, como acordar tarde, ir a praia, tomar ceveja e jogar sinuca.
    Não estou preocupado em ser o melhor, só não quero ser medíocre, disso tenho certeza, nada de ser o "bucha" do mundo. O resto é silêncio para os ouvidos poderem trabalhar bem.
    Estou tentando viver sozinho, querendo não depender de nada ou ninguém. Ainda que ache tudo isso um saco.
    Essa semana eu pensei muito no pai que beijou a filha na boca e foi preso. Soltem esse homem e deixem que ele beije a filha.

    2009-09-03

    Nada de sono

    Cedo... tem dia que eu nem durmo, em outros durmo demais. Enquanto todos dormem estou acordado pensando em dormir, quando todos acordam estou dormindo pensando em acordar. Estou na contramão da vida. Sou do tipo Bon Vivant, não me aperto, dou sempre um jeito de tudo ter um jeito sem muito esforço ou esforço algum. Eu tive um pai que trabalhou demais, nao queria isso pra mim. Eu certamente não quero. Gosto de perder tempo com o lazer de não fazer nada. O que muitos chamam de vagabundo, chamo eu de eu mesmo. Posso dizer que as vezes sinto falta da velha agitação de outrora, mas de certo ela virá, enquanto isso vou curtindo aqui no meu barquinho ancorado na praia de mar calmo.

    2009-09-02

    Sou feliz?

    A coisa de ser só feliz é meio babaca. Sou mais feliz que triste. Na maior parte das vezes fico com a boca escancarada cheia de dentes de tanto dar risada, deve ser um certo alívio, como se algo fosse sair de mim a qualquer momento e então mostro os dentes para aliviar a tensão. Um amigo me falou que isso pode acontecer. Se trata de um animal que vive dentro de mim e que preciso controlar o tempo todo e a ai eu rio, rio para não liberta a fera. No fundo sou psicopata, dentro de mim mora um macaco pronto para cometer os crimes mais bárbaros, como cagar no meio da rua e jogar merda nos passantes inocentes, roubar um carro da polícia e entrar no mar de copacabana com a sirene ligada. Puxa, ai sim eu seria feliz. Tem tanto coisa que eu faria, só andaria nu, isso faz sentido o resto não.

    2009-09-01

    Mil coisas

    A despeito de mim só posso dizer que as vezes me assola uma fossa que "puta que me pariu". Bebo e nado no lodo fétido e verde da minha vida de solteiro obrigado. O pior solteiro é o que prefere estar casado. No fim prefiro a vida de casal, pelo menos eu tinha uma mulher que me reclamava nos ouvidos e me beijava a ponta do nariz e quando eu estava triste ela bebia comigo e me desafiava a sair da merda. Hoje sinto falta dessa peste que nem sei por onde anda. Me disseram que ela estava triste o que, sarcasticamente, me dá um prazer enorme. Mesmo sabendo que sua tristeza não tem a ver com o fato dela ter me dado um pé na bunda. Sim, tomei um pé na bunda. Convenhamos, quem iria querer viver com um artista duro como eu. Gordo, beberrão, falastrão e com um ego do tamanho da Argentina. De fato ela ainda me aturou muito. Sou cheio de defeitos horrorosos. Acho foi pelo meu senso de humor. Duvido que ela encontre alguém que a faça rir tanto quanto eu.
    Hoje acordei com vontade de ser outra coisa, uma árvore, uma pedra, uma galinha, um papel em branco esvoaçando por ai, um copo cheio de bebida alcoólica escorrendo pela garganta de um jovem intelectual; estava com vontade de ser qualquer coisa outra, uma mula sem cabeça, com cabeça eu já sou, um grão de areia nas dunas dos lençóis maranhense; qualquer coisa outra, queria ser a verdadeira garota de Ipanema, ou um cachorro de rua, a ideia de andar por ai livremente é bacana, sem ser atropelado; poderia ser uma caneca de café, um sabonete velho esquecido no tanque com fiapos de tecido seco; eu poderia ser um pombo suicida, ou uma peruca despenteada. Hoje eu poderia ser de tudo, só não queria ser esse troço insignificante e insuportável-mente que sou eu. Hoje acordei assim, sentindo uma falta da cadela que perdi por incapacidade, em vez disso, de me transformar em alguma coisa outra, parei em um bar sujo e bebi cachaça. A cachaça é um tipo de troço, de coisa, esquenta a moleira, então saí no tapa com o dono do bar só porque ele estava mais feliz que eu. Enfiei a cara na mão dele, apanhei com gosto de desgosto. Tem dia que é assim, mal posso esperar pelo dia de amanhã. Foda-se. Um dia vou ser outro tipo de coisa e ai quem sabe poderei ser simplesmente feliz.

    2009-08-31

    Bundas que te quero bundas


    Tirei meu tênis e ajeitei meu pênis para poder andar na areia da praia. Logo de cara, um velho preto e magro, tão preto e tão magro, com cara de malaco das antigas, me oferece uma cadeira, penso ser um cortejo, mas nada é de graça e paguei para sentar numa cadeira de praia na praia. Quantas bundas já sentaram nesta mesma cadeira??? De todos os cheiros e tamanhos. Na minha frente o mar e todos aqueles corpos, é lindo. Uma mineirinha com cara de garota de programa avança em minha direção me querendo com seu lindos peitinhos irresistíveis de bicudos. As mineirinhas adoram um carioca, as putas adoram um gordo, to bem na fita. Só não tenho nenhum tostão, fiquei mal na fita. Logo ela desitiu de mim. Adiante duas gostosas com seus rabos ao sol, que beleza de vista. O Rio é assim, em plena segunda feira e nós lá na beira da praia prontos para grande orgia que nunca acontece, não quando eu estou lá, tenho a impressão que eles esperam eu ir embora. Os homens exibindo seus corpos malhados, jogando futevôlei. As mulheres torrando o corpo para ficarem apetitosas para seus machos de corpos suados. Eu mesmo fico lá com cara de tarado, gordo e desengonçado. Confesso que tenho vergonha de tirar a camisa. Deixa está, nos próximos verões todos verão.
    Tinha uma menina na praia, conversando com um magro de "dread" nos cabelos, que beleza de garota. Eu fiquei protegido pelos meus olhos escuros admirando seus belos par de peitos, par de coxas, bandas da bunda, cabelos ao vento, um colírio para meus olhos vermelhos do posto nove. Feliz criatura inocente. Uma bela escultura. Não consegui parar de olhar até que uma loira passou correndo e jogou areia no meu copo de mate com limão. Tudo bem, bebi assim mesmo. Com uma bunda daquelas nem ligo. Bebo tudo sem reclamar, até a ultima gota. O sol estava quente, eu estava quente, então fui embora com a sensação de ter deixado minha princesa nua e desprotegida ao lado da fera rastafare. Tchau mineirinha, um dia desses te como pelo preço que tu cobra. Hoje não vai dar. Me levantei fui até a calçada para por meu tênis e ajeitar meu pênis, ainda vi passar uma infinidade de bundas de todos os países, de todos os tamanhos. Deus dai-me uma bunda! Amém.

    2009-08-25

    Sei lá de que falo


    Num canto da cidade
    Madrugada fria
    Chuva fora e dentro de mim
    Tudo é mofo, velho
    Mal arrumado
    Prestes mudança
    Logo ali bem ali logo
    O autor pinta seu retrato
    Como se fosse possível
    Será que ele não vê demais
    Talvez seja só falta
    Não quero mais
    Se me ligar desligo
    Desmeligo sem te ligar
    Ficou tudo feio de belo
    De velho ficou outro
    Agora parece raiva, desdém
    Não mais o que se possa fazer
    Morreu lutando morreu
    Em paz
    Nada mais importa
    Só torcer o rabo da porca
    Quebrar a maçaneta da porta
    Deixar a chuva levar, lavar
    O poeta foi morar longe
    Envia cartaz em cartas postais
    É só mais um coração em pedaços
    Não é pior que a vida
    Seja melhor como for
    Eterno enquanto foi
    Vivo o quanto pode
    Derramo sobre a tecla tinta alguma
    Nada, nem lágrimas
    Ouvi dizer que voce já se arrependeu
    Agora a Julieta já morreu
    Bebe o veneno Romeu
    Ainda sobrou aqui na boca
    Madrugada sem sol
    Praia sem sal
    Vaca sem pasto
    Seu ventre está preso
    O coração parou faz tempo
    Não sente nada
    Liga para o socorro, conserte-se
    Não me venha com a velha choradeira
    Agora só choro novo
    De pandeiro e cavaco
    Já faz tempo agora evacue
    Compra um pouco de amor pra voce
    Tá na promoção na sessão das emoções
    Veja se tem para seu tamanho
    Aquilo tudo que planejamos
    Vamos deixar de lado
    Deitar e esquecer
    Todo o resto do nosso lar
    O que sobrou do mar
    Deixa para lá, afogue-se
    Quando alguém perguntar por mim
    Mande lembranças minhas
    Diga a todos que não presto
    Para voce não presto
    Fiz um cartão de crédito
    Qualquer dia lhe mando um presente
    Não abra logo, pode ser uma bomba
    O autor quer dormir
    Vai deitar só e acordar sol
    Voce é o inverno e todos verão
    Do que estou escrevendo
    Sobre mim Jane
    Sou tu chita
    E nada me vem muito claro
    Nem muito fácil
    Voce se foi e me fui
    Vou chorar, já chorei
    De voce não quero mais nada
    Nem o ultimo beijo
    Nada.

    2009-08-19

    Meu segundo nascimento.


    Estou prestes a nascer novo e de novo. Faltam poucos dias para minha nova chegada, por isso estou anunciando minha partida. Se vou nascer novamente é certo que vou morre também. Não chorem a partida deste que vos fala. Precisamos deixá-lo partir em paz, sem egoísmo, a hora é esta. Sentirei falta, afinal foram anos de muita intimidade e descobertas incríveis, não poderia nascer outro se não fosse este. Tudo é parte de um grande plano. Vamos dar boas vindas ao novo, que seja forte enquanto dure e eterno enquanto forte. Estou trocando o duvidoso pelo certo. O negativo pelo positivo. A natureza é sempre positiva.
    Fico pensando que tipo de discurso alguém faria se estivesse no meu lugar. Eu diria que é sempre muito bom olhar pra frente sem deixar de estar atento ao presente e construindo o futuro. Hoje é tarde e amanha nem existe! Andei por muitos labirintos, venci muitos obstáculos, me perdi me encontrei, amei e amei demais, foi feliz e foi triste, fui pobre fui rico, fui criança e cresci; agora está mesmo na hora de nascer novamente, para ver a vida com olhos novos e com nova disposição.
    O parto não será fácil, existem rituais a serem cumpridos, é um momento de passagem e de chegada. Para tanto vou recolher-me nos próximos dias, não receberei email, nem ligações. Ficarei recolhido com meus livros e pensamentos. Escolhi um lugar com vista para o mar, distante de tudo. Ficarei assim, isolado, até quarta-feira dia 26 de Agosto. No retorno darei sinal de vida, vida nova.
    Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos que me atravessaram nestes anos de vida. Sou feito de muita gente, partes de todos me transformam em mim. As boas lembranças permanecerão na reentrada. Deixo para trás somente as marcas e ressentimentos.
    Beijos em muitos, abraços em todos.
    Fernando Lopes Lima.

    2009-08-11

    Algumas boas lembranças de trabalho

    Clique nas fotos para ampliá-las.













    2009-08-07

    Os dez dedos do pé da mão do primata


    Pretenção tropicaliente

    Tem gente por ai que acredita que não é um animal. Fora os que acham que são racionais. Tem também os homens de bem, que fazem caridade para ajudar o próximo, desde que o próximo não more na casa deles. A hipocrisia é geral e vai ser destaque no próximo carnaval.

    Somos de fato o planeta dos macacos pelados de bunda de fora e de cara vermelha. - Fica vermelha cara sem vergonha - Um bando de símios que seu deu bem as custas de um cérebro altamente desenvolvido que não serve para nada. Algumas pessoas vão dizer que nós fizemos tantos avanços; na medicina, na construção, na arte, na filosofia e etc... e fizemos mesmo, mas não serviu para porra nenhuma.

    Eu sou da tribo dos macacos que bebem até cair fedendo e danço. Não quero pentear meu cabelo nem levar a mulher e os filhos na igreja. Não acredito no paraíso dos homens que já nascem póstumos - "Pecado, rifa e revista o pobre paga é a vista/a felicidade, o conforto, alegria e a sorte/vendeu fiado pra Deus/vai receber depois da morte" (Tom Zé).

    No momento to precisando assaltar um paraíso fiscal. A merda me assolou. To chamando conhaque de wisk bebendo cachaça. Hoje almocei salsicha com chucrute (em alemão: Sauerkraut), parece chique, não? Não mesmo. Peguei um resto de salsicha e misturei com repolho e mandei pra dentro. Saco vazio e bêbado não para em pé. O sapo não lava o pé e nós macacos queremos banana para comer e jogar a casca no chão.

    Agora inventaram uma tal de crise, os preços todos subiram e a gente que tome na tarraqueta. Vouprocessarestesdadosnomeucomputadordeestomago!

    Se os meus peidos afetam a camada de ozônio o fim está próximo. Com essa ração que estão nos dando aqui no boeiro a flatulência é uma medida de emergência. Esses gases percorrem todo o tubo digestivo até encontrarem os gases produzidos pela ação de bactérias sobre a comida. Juntos, chegam à ampola retal - a última parte do tubo digestivo, que termina no ânus - e ali ficam comprimidos até você abrir uma brecha para eles saírem fazendo os sons caracteristicos e odorizando o ambiente. Em muitos casos estes gases vem acompanhados, formando um fenomeno que os cientistas chamam "freiada". Existem dois tipos de freiadas, a de bicicleta e a de caminhão.

    - "Peido pesa? Então acho que caguei" - (Piada ouvida por ai)

    O papa popi papeia contra o aborto e a camisinha. Parece que que a igreja gosta do mundo cheio, acho que é pra mais gente para dominar e escravizar pelo medo e pela culpa. "Cuidado que a cuca te pega boi da cara preta"

    "Os otimistas dizem que daqui um tempo vamos está comendo merda, já os pessimistas dizem que a merda não vai da pra todo mundo" (Piada de Autor que desconheço totalmente).

    Agora nós temos um novo presidente mundial o "Barack Osama". Todos nós depositamos nele a esperança de tempos de paz e da liberdade dos povos. Eu mesmo 'to pouco me fudendo. Quero mesmo é que meu pau cresça e apareça. Não creio em milagres mas sou cheio de graça.

    Somos uma praga evoluída, descemos das árvores para consumir futilidades em shopping centers e desfilar por ai como se fossemos diferente dos outros animais, peidando e falando no celular, cagando e fazendo Download do próximo filme que ainda vai ser lançado. A futilidade ajuda o tempo passar e já que tudo anda pra frente fico com essa poesia fútil e tropicaliente:

    Hedonismo tosco e sem culpa

    O mundo e o prazer de ser fútil

    Nada mas agradável à futilidade do que ser
    Ser é ser fútil do contrario não é ser
    Diante de toda a eternidade de uns poucos anos
    Do que vale a vida se não for fútil
    Há outra vida sem a futilidade do dia a dia?
    Eu li o livro
    Eu comprei um carro
    Eu fui passear
    Eu comprei um coco gelado
    Eu me casei
    Eu me apaixonei
    Troquei os moveis de lugar
    Viajei
    Encontrei os amigos
    Tomei um porre
    Fui à aula de canto
    Comprei pipoca
    Li o jornal
    Morri. (ponto final pega no meu pau)

    Toda súcia de futilidades
    Tão necessária que não poderia ser diferente
    E não poderia deixar de ser futilidade
    Diante de toda a eternidade de uns poucos anos de vida!

    De qualquer forma, apesar de, entre tanto, somos os únicos animais com o poder de pensar que existimos. "Não comerás o fruto da sabedoria do bem e do mal" (Genesis). Comeu se fudeu! Agora aguenta a si mesmo e para com a choradeira filho de chocadeira. No fim tu manda tocar o cachão e canta pra subir. Só não vale passar a vida inteira com esse olhar de peixe morto esperando que algo caia do céu. Do céu só vai cair chuva acida e a merda que jogamos para alto. - Os ambientalistas estão chegando/estão chegando os ambientalistas - "Segura o coco camará segura o coco/Segura o coco não deixa coco quebrar" - (mestre Barrão).

    O caminho é reto camarada. Não tem arrego, nem penico e vai todo mundo pro saco mais cedo ou mais tarde. Você que olha e não vê, vai ter que aprender.

    O pior cego é o que enxerga.

    2009-07-14

    O teatro já morreu?

    Não. O que morreu foi o mundo, as pessoas do mundo morreram, a mediocridade matou as pessoas do mundo. A pior peste que enfrentamos, maior que todas as outras, mais mortal que a peste negra, capaz de matar bilhões. Todos os dias pessoas são contaminadas com o vírus da mediocridade, elas vão perdendo a sensibilidade, a capacidade de sonhar, de lutar e quando percebem já estão a beira do abismo mortal. Do que vale a vida prática e objetiva? Não há espaço para a subjetividade. Nos tornamos maquinas de fazer negocio e coco. O hedonismo tosco do final dos tempos: viver agora. a vida é uma só. Os que dizem isso acreditam estar vivos. Humanos, demasiados desumanos. Chegamos na era dos robôs. Todos programados com o sistema avançado de competição. Quanto vale sua dignidade? Vencer! Essa é a nova ordem mundial. Seja um carrerista e evite o sofrimento. Seja um funcionário público da megaburocracia anonima. Melhor não ser artista. Alias, a quem serve a arte? Somos um bando de mortos vivos, incapazes de amar de verdade, incapazes de reagir de verdade. Mortos, o mundo acabou faz tempo!
    Pera ai. Mas eu estou vivo. Não me sinto contaminado pela peste. Em meio aos mortos caminham os vivos. Sejamos uma matilha de lobos entre as ovelhas.

    Anotações em processo do processo:

    De que maneira podemos algo estranhamente novo? Ou sem formula? Imaginando que não temos nenhum referência - como?

    Artaud - é bom que desapareçam algumas facilidades exageradas e que certas formas caiam no esquecimento; assim a cultura sem espaço nem tempo, e que nossa capacidade nervosa contém, ressurgirá com maior energia.

    Arte e cultura não podem andar juntas.

    A peste do pânico - o controle pelo medo.

    Medo? do que vc tem medo?

    Fiquei pensando na forma... tudo já foi tentado, feito, repetido - hoje a gente diminuiu ainda mais o espaço entre palco e plateia, misturou... a plateia sobe ao palco, a historia é a plateia. Tem também a virtuose do contemporaneo.

    Queimar as referencias? Como?

    Que referencias?

    Diminuir essa tensão - falar do nós universal ou do nós particular? Qual a fronteira? Onde termina o eu plateia e começa o eu artista, o eu palco?

    Ação - visual - improviso - refinamento - fluxo - digestão - devir

    Larguem a bíblia e pegam a constituição

    Ver o filme; Muito além do cidadão Kaine. O ser neo liberal.

    Revolucionários sem revolução. Pensei em três revolucionários. Ler o banqueiro anarquista de Fernando Pessoa. Ele critíca o poder, a tirania. Fala sobre as ficções sociais.

    Artaud: O espírito acredita no que vê e faz aquilo em que acredita. Esse é o segredo do fascínio. E santo Agostinho não coloca em duvida nem por um instante, em seu texto, a realidade desse fascínio.
    Como é que o teatro ocidental não enxerga o teatro sob um outro aspecto que não a do teatro dialogado.
    O teatro está em, decadência porque perdeu, por outro lado, o sentido do humor verdadeiro e o poder de dissociação física e anárquica do humor.

    Ver Irmãos Marxs.

    2009-06-28

    Diário de bordo de um dia qualquer

    Só hoje.
    Eu fico tentando fugir da tristeza, como seu pudesse fugir da minha sombra. Estou sempre á procura de algo que me faça esquece-la, ao menos um pouco. Sim, é o amor perdido. Parece que está faltando uma parte de mim. Finjo não ligar, evito lembrar dos momentos felizes ao lado dela. Pareço não suportar essa realidade. Sou um romantico incurável, disso sempre soube. Sou o tipo de homem que casou pra sempre. Até que a morte nos separe. Amo até o final. O que penso, ou os motivos de nossa separação não importa agora. O fato principal é que não fui capaz de mate-la ao meu lado. Escrevo agora para evitar a tristeza, acreditem. Me faz bem.

    Sou capaz de sonhar e amar como poucos. Esse é meu dom. Meu inferno e meu paraíso. Meu pior defeito. Amo muito, s vezes é dificil de respirar.
    Esse manha acordei chorando, sonhei que ela estava me beijando apaixonada. Acordei, fiquei com muita raiva e chorei. Passei o resto do dia com uma vela na barriga e um nó na garganta.

    Sigo.

    2009-06-12

    Ser sou

    Ser é ser e pronto sou
    Nada de desespero para ser outro
    Apenas vou vivendo e sendo
    Nesse tempo vou ser sempre
    Ser ou não ser – É!
    Vou sendo sempre tantos
    Sempre sendo tantos outros
    Nunca sou um único mesmo
    Não poderia ser si
    Sem cessar sou muitos
    Sou sem querer ser
    Seja o que vier
    Ser como for
    Só não ser só
    Sou simplesmente

    2009-06-02

    O pior amor do mundo

    Se tudo for melhor assim
    Não vou correr nem me esconder
    Agora diga o que tu que
    Fale-me agora
    Esqueça-se de mim

    Não sou ninguém
    Nem poderia
    Meu pai falou
    Minha mãe queria
    Agora o resto você já sabe
    Sou uma promessa
    Não vou cumprir

    Corro “prum” lado fico parado
    Agora veja tomo cerveja
    Ninguém podia saber de mim
    Por que me escondo
    No botequim

    Mastigou-me o quanto quis
    Agora larga do meu nariz
    Vi-te na noite toda bonita
    Achei melhor voltar pra casa
    Eu não queria te ver com outro
    Melhor pra ele
    Pior pra mim

    Não sou ninguém
    Nem poderia
    Meu pai falou
    Minha mãe queria
    Agora o resto você já sabe
    Sou uma promessa
    Não vou cumprir

    Pra terminar esta conversa
    Digo gritando
    Franzindo a testa
    Nunca se esqueça
    Nem um segundo
    Sou o amor
    Pior do mundo!

    2009-06-01

    A brancura que ficou em logo ali

    (Escrito no carro, de Campo Grande a Lapa, passando por Ipanema)

    Todo o dia é a mesma cantilena
    Um despertar confuso
    Silêncio
    A avenida vazia da minha vida
    O castelo vigiado e fedento
    A refinaria da minha favela
    Onde estará ela?
    Sinto o sentido da direção
    O sol cega e aquece
    A cidade é o piso e a paisagem
    O pensamento vaga a procura da brancura
    Ao lado do amigo de Campo
    Onde estará seu pranto?
    Um Cristo cabisbaixo me observa
    Os irmãos túneis das Laranjeiras
    Tudo é lembrança na passagem
    A corrida dos carros potentes
    Os porcos a lagoar com Freitas
    Até as torres no cume
    Tudo é nada
    O corte profundo de Copa
    Ipanema das lembranças
    Por onde anda sua elegância?
    Aquela panificadora continua lá a nos esperar
    Não há lá lá
    Lembrei-me da cabeça no poste
    Da sua grande gargalhada
    Felicidade passada, perdida
    O caminho da Lapa
    O relógio marca cedo demais
    O amarelo dos táxis
    O azul branco da manhã
    A cidade desnudada e bela
    Copabana se apresenta
    A moldura do túnel sul do Rio Sul
    De cabo a rabo
    Eu pensando nela
    A estrela solitária e louca
    Na marina tudo é lembrança
    A Urca foi nosso berço
    Na Farani lembrei da Facha
    Isso tem cura
    Enquanto isso penso na brancura
    Que ficou em logo ali
    Depois da serra
    Longe do mar
    Onde será que ela está?

    (Fernando Lopes Lima)

    2009-05-14

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    Encontro Fatal
    Qui, 07 de Maio de 2009

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    2009-05-13

    Cachorro louco

    Hoje fui comemorar meu aniversário em um bar onde ninguém me conhecia. Não convidei nenhum amigo, mesmo porque sou o cara mais solitário do mundo. Acho que é por conto do meu charme de alcoólatra inveterado. Quando fico bêbado eu sou capaz das mais bárbaras sinceridades. Quando estou sóbrio também. Escolhi um bar longe de casa para comemorar minha vida sem os que sofrem por mim. Deixem-me em paz os sociopatas e os normopatas. Gosto mesmo é dos bêbados e dos cachorros engarrafados. Não sou do tipo que fica jogando conversa fora e se jogo é para que todos saibam a verdade da vida. Que é dura e não tem pra quem chorar. Hoje completo 4.8. To rodado. No trabalho arriscaram uma festa surpresa pra mim. Quando cheguei vi que os funcionários estavam todos meio confusos, falando baixo. Até pude ouvir minha secretária negociando a hora da chegada do bolo. Antes que a coisa chegasse a vias de fatos, saí de lá dizendo que iria voltar logo e fui pra casa, para o meu ninho protegido. Desliguei o celular e há esta hora estão todos me procurando nos botecos por onde sempre ando. Deixem-me fazer aniversário sem as malditas convenções de falsidade. Sei que não sou a melhor pessoa do mundo. Só porque sou eu quem decide quando o pagamento deles vai sair, eles acham que podem me comprar com festinha. Odeio puxa saco, largo do meu saco carrapato. Cheguei ao bar e pedi uma garrafa do melhor wisque. O garçom vendo minha cara de poucos amigos me trouxe a garrafa e nem arriscou uma aproximação mais íntima. Fez muito bem. Cuidado! Cachorro louco.
    Tenho dois filhos, me ligaram cedo pedindo dinheiro para ir acampar com os amigos. Ainda bem que os meninos já me conhecem. Não disseram palavra sobre meu aniversário. Melhor assim. Como sou um pai filho da puta, disse a eles que não daria um tostão furado. - Onde já se viu, nem para parabenizar o pai. Só ligam para pedir dinheiro. Reclemai em tom de reprovação e bati o telefone. Adoro quando meus filhos me ligam pra pedir dinheiro, sempre tem aquele papinho: - e ai pai como você está? Corta essa onda e vai logo ao ponto. Digo sempre isso com uma voz de quem sabe o que está dizendo. - Quarenta? Pra quê trinta? Vinte é muito. Toma dez e divide com teu irmão.
    Minha ex-mulher, que por me aturar por 18 anos vai entrar no céu sem mostrar passe, nem se arrisca a me ligar. Ela que não se faça de besta e me ligue para dar os parabéns.
    Parece brincadeira, mas gosto de ser assim. Nunca pensei em ser como todo mundo. Cheio da mais nobre educação. Mando logo lamber sabão e coisa pior. No meu enterro quero contratar os que vão carregar o caixão. Não vem chorar no pé da tábua. Quem morreu fui eu. Para pra pensar que você vai até dar risada. Menos um filho da Puta no mundo.
    Hoje é um dia feliz pelo menos pra mim, acreditem. Estou próximo dos cinqüenta e tenho uma saúde de ferro. Ainda vou incomodar a vida de muita gente por ai.
    Uma coisa me deixa mais puto do que de costume, a falsidade. Outro dia resolvi comer minha vizinha que não parava de me dar mole fazia tempo. Marquei com ela no motel. Quando estou saindo de casa, no elevador, encontrei o corno do marido. O cara me olhou e me perguntou com aquela cara de Zé ruela: - O Sr vai bem? Perguntinha mais babaca essa. Se eu vou bem, pensei. Eu disse, olhando nos olhos dele, que a vida é boa e que em quanto existir corno no mundo darei pulos de alegria. Ele fechou o bico e não falou mais nada. Ficou com a pulga atrás do chifre. Cheguei ao motel e fui logo comendo aquela gostosa da mulher do babaca, a Sra. Babaca Piranha do 302. Bicho, não queira ser um cara desses. Posso garantir uma coisa a vocês, minha santa ex-mulher nunca me corneou. Ela chegava em casa eu metia a rola nela sem pena. Ficava de xereca assada. Ela só quis o divórcio porque comigo não tem diálogo besta. Toda vez que a mãe dela chegava lá em casa, com aquele discurso de velha chata, eu saia e só voltava quando o bicho ia embora. Ainda que fosse por semanas. Sou assim e quem quiser que me ature.
    Hoje sou dono de uma das maiores empresas de propaganda. Só administro. Tentei criar algumas campanhas, mas sempre esbarrava na porra da falsidade. Então contratei uma pá de mentiroso competente e toco o barco com frieza e tranqüilidade.
    Hoje, no dia do meu aniversário, matei uma garrafa de wisque e vou contratar umas meninas de programa, umas quatro que não gosto de festa vazia. Pedi ao garçom qualquer troço pra comer e mais uma garrafa, essa é pra levar. Cheguei em casa liguei para o disc piranha fácil e agora to aqui escrevendo pra passar o tempo enquanto as ninfetas não chegam. Escrevo pra deixar meu legado aos filhos da puta do futuro. Isso é um conto de auto-ajuda. Quem quiser aprender como levar uma vida sem problemas, escute o que escrevo. Não se envolva com outras pessoas. Deixa o circo lá e tu ficas de longe enchendo a cara e vendo a lona pegar fogo. Eu faço um tipo e assim vou levando. Não quero ser o melhor. Tento ser apenas um puto, um cachorro louco. Minha maneira de viver é pra quem tem coragem. Sem esse papo hippe de ser unidinho. Quem tem amigo é puta de zona. Sou mesmo é um depravado, alcoólatra que gosta de ganhar dinheiro à custa dos otários consumidores que preferem ficar em casa vendo televisão com o bundão de fora. Quem tem cú não faz trato com pica. Estão batendo à porta, devem ser as meninas que vieram comemorar meu aniversario. Vou nessa, voraz e mordedor como um bom cachorro louco.

    2009-05-12

    O sucesso da Gripe Suína

    Meus caros a gripe suína é a sensação do momento. Pena que tá matando pouco. Os jornais já estão até inventando defunto. Fulano morreu de qualquer coisa, tem sempre um "jornaleiro" pra dizer que foi mais uma vitima da gripe suína. Alias os porcos do mundo estão se sentindo um "porco" humilhados, já que tudo que é coisa ruim é atribuído a eles: Fulaninho come igual a um porco. Beltrano é sujo feito porco. Dona coisa ronca como uma porca. Em matéria de injustiça o porco só perde para o Burro e para a galinha. Tem que haver alguém pra defender estes pobres animais.
    O fato é que o jornalismo vive desta fatalidade toda. Ainda bem que esta semana a câmera do ônibus filmou o cara matando o trocador no Rio de Janeiro. Entre um espirro e outro, apareceu uma noticia nova, das mais velhas. A crise financeira já não estava dando o que falar, daí veio a gripe suína, que também já tá dando no saco. Vamos ter que voltar para a violência de sempre. Pelo menos é um milhão de casos novos todo dia só aqui na cidade "malravilhosa". O povo adora notícia ruim. Depois vai todo mundo pra igreja esperar Jesus voltar. Outro dia uma crente disse no ônibus que as coisas não podem melhorar que desta maneira provamos ao mundo que a bíblia é verdadeira em suas previsões. As TVs evangélicas fazem questão de mostrar o quanto o mundo é uma porcaria. Depois é só levar o povo no discurso fatalista. Enquanto isso na sala da injustiça os políticos, os pastores, os padres, os anunciantes e toda súcia de gente ruim comemoram a boa safra de convertidos, conformados, consumidores e controlados do ano. Todo dia um monte de gente compra seu lugar no céu. Fico pensando que se aqui na terra tem tanta gente que não presta, ou o inferno tá super lotado ou essa porcaria toda não existe. Eu falei porcaria? Desculpem. É a "influenza", quero dizer a influência da doença do momento.
    O fato meus amigos é que mais pessoas estão acreditando no mundo cada vez pior. O pior é que por isso mesmo ninguém é capaz de lutar por um mundo melhor. O Batmam e a liga da justiça estão arrepiando na zona oeste do Rio, o Super Homem tá numa merda danada por conta da crise. Pensei em chamar o Chapolin mas a gripe deixou o vermelhinho de cama. Que venha o Wolverine com suas garras de metal. Enquanto isso os jornalistas, abutres de plantão, estão loucos para que caia outro avião. Oh! desgraça bem dita que vende notícia. Queima!