2009-10-15

Homem solitário procura mulher para sexo fácil


Eu sou insurpotável: sou metido, falastrão, cago regras, me acho o melhor em tudo, gosto de discutir relação, adoro conversas longas, bebo bastante, não sou generoso, não tenho dinheiro, não sirvo para nada, não acredito em fidelidade, não gosto de trabalhar, não vou a igreja, julgo o mundo sentado na mesa de um bar, fumo, sou gordo, não sou educado, falo palavrão, fujo de briga, sou tarado, punheteiro safado, frequento inferninhos, durmo demais, chego atrasado, sou egocentrico, chato, engraçadinho, ando de cueca pela casa, não quero ter filhos, gozo na cara, adoro miojo com salsicha, sou anarquista, to pouco me fudendo para o meio ambiente e tenho poucas qualidades.


Procuro mulher do mesmo jeitinho para relacionamento aberto sem compromisso. Garanto boas risadas e muitas gosadas. Quem se interessar favor deixar um recado em minha caixa postal.

2009-10-12


Micro conto sujo


Então a dona da pensão, um padre viado, marinheiro, que juntou dinheiro e comprou um prédio inteiro, colocou por debaixo da porta do meu quarto um bilhete abusado de cobrança:

Favor pagar o aluguel do quarto antes que
eu seja obrigado a tomar as medidas legais.
Ass.: Pe. Marcos

Eu não estava atrasado. O aluguel venceu ontem, Sábado. Só não tive tempo de entregar o dinheiro que já estava comigo desde Sexta. Bicha filho da puta. Peguei o dinheiro enrolei na merda do bilhetinho e fui até o quarto da bicha divina. Bati forte. A bicha não respondeu. Gritei. A bicha desligou a luz. 

- Tá com medo de quê viado, toma a porra do teu dinheiro e enfia esse bilhete no olho do teu cú.
- Pode por o bilhete e tudo por baixo da porta. 

Disse a bicha com voz trêmula. Sou um homem grande com cara de mal, ela deve ter se borrado toda.

- Se voce quiser seu dinheiro vai ter que abrir a porta.

A luz do quarto do padre acendeu e a porta abriu lentamente. A bicha filha da puta colocou só a cara pra fora. Puxei a porta com força bruta esmagando seu pescoço entre a porta e o portal. Ela gritou algo estrangulado que não entendi. 

- Escuta aqui viado de merda. Pega essa porra de bilhete enfia no teu anus. Nunca mais me cobre desta maneira indelicada. Eu sou um homem sensível, fico logo ofendido e quando isso acontece sou capaz das piores barbaridades.

Disse isso enfiando o bilhete com o dinheiro na boca da bicha sufocada. Soltei e ela ficou caída chorando no chão sujo da merda desta pensão horrorosa. Dei as costas, acendi um cigarro e com voz calma disse:
 - Boa noite Senhor Padre. 

No outro dia, ao sair para o trabalho, encontrei a bichona velha varrendo a portaria do prédio com um lenço enrolado no pescoço. Passei e ela, sorrindo, me ofereceu uma xícara de café. Bicha safada.

Dia santo


Hoje foi um dia de descanso da maratona de festas do fim de semana. No Sábado um casamento e no Domingo aniversário de um ano do meu sobrinho mais novo. Os dois eventos foram como esperados. Revi alguns amigos. Falei algumas merdas ao pé dos ouvidos e não fui capaz de comer ninguém. O que importa é que hoje foi feriado e pude curtir minha ressaca na beira da praia. Comecei a ler um livro de contos do Bukowski ("Ao sul de lugar nenhum") e um livro de auto-ajuda, acho que estou precisando, de autoria de Alexandre Lowen. Famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, dizia que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Esqueci de mencionar o nome do livro em questão, chama-se "Medo da Vida", e quem não tem?
Agora imagine a seguinte cena: uma praia com um monte de mulheres bonitas e desprovidas de vergonha, usando biquínis que tapam só os orifícios, uma cadeira confortável de frente para o mar, uma bolsa térmica com algumas latinhas de cerveja gelada, os dos livros já mencionados e um monte de tempo livre. Esse foi meu dia de descanso. Isso é o que tenho para escrever hoje. O resto é silêncio e uma punhetinha no final da noite.

2009-10-11

@!#$%$¨¨&*¨&()

       Tempo
Passando
       Vivenciando
Tropicando
         A vaca botou ovo
                        Tem que pagar as contas
              Homem
       Sucesso
 Desejo
             Sonho do sonho
Não me venha
                                     Com esse papo
                                              Catiripapo
Estética
     Estática
          Estrada
              Estala
                   Escola
                                                         
                       Onde aprendi a ser filho da puta?


Onde aprendi a ser, filho da puta?
                                            Retiro-me
                                                                                             Queixo-me
       Jugo - julgo
Não me venha com essa de pressa
                Voce perdeu o assento
                                   Já faz tempo
                                                               Orgulho de puta
               Noite de noite
Sigo me lambusando de beira de praia

2009-10-08

2009-10-07

Aos bons encontros inesperados.

Adoro encontrar gente amiga, esse tipo de acaso na cidade é sempre carregado de mistérios e surpresas, quase sempre felizes. Essa baderna me excita, principalmente nos momentos que acho que meu coração está batendo á-toa. Sabe aquelas noites que voce está fazendo tudo para encontrar algum tipo de sentido pra vida, então voce caminha na cidade e, por acaso, encontra gente que tá disposta a viver e ser feliz e ai, por acaso, a vida volta a fazer sentido e voce se sente parte de algum tipo de plano? Nesse caso nada é por acaso.
Um bar, gente amiga e cerveja, do que mais precisa um homem? De fámilia? Não, claro que não.

Eu 'to solteiro faz pouco tempo, sofri e agora já passou. Não sou do tipo que sente pena de si mesmo e nem fico remoendo, ressentindo. O que passou tá lá, guardado na experiência e não no trauma, sem marcas. Tive raiva e certamente vou ter ainda muitas vezes nesta minha vida, tenho sangue e adoro sentir raíva. Existem momentos que a raiva é sadia e faz crescer. Não é algo que se procure, mas quando acontece deixo queimar até a ultima chama.
 
Hoje vi uma pessoa, amiga dos amigos, sofrendo verdadeiramente de amor, passando por todas as fases num espaço de tempo curto; sentiu-se um lixo, brigou, chorou, bebeu, riu e sentiu raíva. Sei bem o que é isso. Com ódio fez uma das coisa que resolveu minha vida. Foi um momento sublime de elevação quântica, partículas subatômicas de paz fluiram pelo universo inteiro. A sujeita pegou uma garrafa de cerveja vazia, perguntou para alguém na mesa se podia quebrar, esse alguém respondeu que sim sem acreditar.  A maluca jogou com vontade, fazendo a garrafa se espatifar no chão de paralelepipedos como um ovo da tartaruga azul. Toda a cena durou menos de um cegundo, mas foi o suficiente para transforma o universo. A medida corajosa da ação/reação inesperada da sujeita com ódio fez o mundo parar de girar, voltando logo em seguida. Senti, naquele instante, que toda a raíva do mundo havia deixado de existir por alguns minutos, uma supensão no espaço e no tempo. Na China um homem que batia na esposa, a beijou longamente e depois continou o castigo. Na África um Leão faminto deixou fugir um antílope que já estava dominado. Senti tudo isso passar por mim e arrisco dizer que se mais garrafas fossem quebradas com raíva não haveria guerras. Quanta besteira... Quanta força bruta...  Quanto exgero. Adoro!
Uma coisa é certa, dá próxima vez que sentir raíva, por qualquer motivo, espero que tenha garrafas de cerveja por perto. Uma delas, no mínimo, vou espocar no chão. Santo descarrego!

2009-10-06

Sarrabuxo e tratratra


Andando pelas ruas da cidade, passando em meio a tantos e tão poucos de mim, preso em meus pensamentos, desviando de tudo vou até o fim. "Não sei onde estou indo só sei que estou no meu caminho". Passa velho, branco, negro, grevista e pelego; passa mulher bonita, feia, sem jeito e com jeitinho de moça prosa; passa pobre, passa rico, passa você e passa eu também; passa boi, passada boiada, mas aquela que quero nunca passa; passa mendigo, nordestino, argentino e sem destino. Nas ruas da cidade, em meio a prédios que arranham o céu, um formigueiro inteiro de HOMENS e coisas que parecem HOMENS. Tudo em movimento, cada um carregando sua própria cruz, vindos de lá, de cá e indo para qualquer lugar. Vejo os sofrimentos, as alegrias e eu, que não sinto nada, passo carregando todo o peso do mundo em minhas costas. Aquele pobre homem deitado no chão, esfarrapado e solitário, não é diferente de mim. Penso na flor que um dia esteve em meu jardim e esqueço um pouco de tudo que vejo, esqueço um pouco de mim. Caminho pelas as ruas da cidade para evitar que em meus pés nasçam raízes, quero balançar e simplesmente ao vento me desfazer como bola de sabão. Tem dia que me sinto um chiclete amassado num canto sujo da cidade, de vez em quando vem alguém e pisa levando um pedaço de mim na sola do sapato. Se me falta coragem, me sobra vontade e vou seguindo a passos leves e pesados na solidão que assola e consola. A cidade não para, só cresce, o de cima morre e o debaixo mata, o debaixo morre, o de cima oprime. No jogo limpo da cidade a trapaça é regra (RIO 171). Passa a policia, corre o camelô e escorrega na merda da calçada. A calçada é um monte de merda cercada de buracos por todos os lados. Por que não fazemos uma guerra de pedras portuguesas? Pega policia, pega ladrão, não fica um negão, nem brancão. A cidade tá sempre lá, vai-se o homem fica a cidade. O rabecão levou o homem que não era eu e outro já estava por perto, na fila para o necrotério. Hoje tem sopão de graça na praça, a cidade é uma graça. Vai chover? Será que vai da praia amanha? Quando acaba a greve dos bancos? Você vai assistir algum filme do festival? Que horas abre o puteiro da Lapa? Sem respostas para minhas indagações pouco filosóficas vou cagando e andando. Vou mijar andando e se dé mole pra mim eu como.

Você é má

Zeca Baleiro  

Composição: Joãozinho Gomes

Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nem um olhar
Nunca falou tudo bem
Tem, mas não dá
Sorrir jamais lhe convém
Você é má
Mas há de ter um bem
Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, não perde o trem
Sabe nadar
Mas nada sabe de alguém que sabe amar
Eu quero ser seu bem
Você é má
Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
E você mata!
Vá se danar!
Você dá nada a ninguém
Nunca dará
Nem mesmo um simples amém
A deus dirá
Diz que não vai à belém
Você é má
Mas pode ter um bem
Você dá nada a ninguém
Vá se danar!
Danada, finge tão bem
Sabe negar
Jamais dá a quem tem demais pra dar
Mas eu serei seu bem
Você é má
Você é maluca
Você é malina
Você é malandra
Só não é massa...
E você magoa
E você massacra
E você machuca
Você mata!

2009-10-04

Passeio de Domingo

Os macacos vão ao museu e se labuzam de arte. Nem percebem que são arte ao mesmo tempo. Somos um bando de macacos cagadores de regras, criadores de bons costumes e maneiras decentes. Entre nós tinha um macaco um pouco mais macaco, que não estava nem ai para os narizes impinados dos grandes entendedores de arte. O macaco chutou tudo, julgou, não entendeu e cuspiu. Alguns outros macacos polidos até acharam graça, como quem sente pena e rir da desgraça do menos refinado. (Olhem que bonitinho, nunca veio ao museu) Alguns outros levam aquilo tão a sério que chegam a ficar com raiva da falta de sensibilidade ou capacidade do macaco sem modos, como se aquilo tudo realmente fizesse diferença em suas vidas mediocres e controladas. Segui pensando no tipo de macaquice que quero fazer para tentar chegar dentro dos macacos, até os menos refinados, principalmente eles, e virá-los do avesso.

Marca registrada - By Macaco


A cachorrada carioca


da série Rio171 - Olimpíadas

Estávamos eu e Rorras de carro a toda velocidade, cortando a cidade da Zona oeste para Zona Sul. Madrugada de Domingo. Transito escorrendo bem. Nosso carro deslizava pelo asfalto. Chegamos as Laranjeiras, bairro de artistas e intelectuais. Na rua principal havia um agito de balada noturna, muitos carros e todo o tipo de gente bonita. Tudo estava ótimo até a cachorrada, com seu faro fino e olho vivo, sentir cheiro de lingüiça. Passamos embalados pelo cruzamento da Rua Alice no mesmo instante que uma patrulhinha fazia sua rondinha. O Rorras, cheio de alto confiança ao volante, não lhes deu passagem, feriu o orgulho da autoridade semi-analfabeta de plantão. Blitz, documento! Eles vieram atrás e nos fizeram parar. Pensei rápido: agora vou esperar os dois saírem do carro, saco minha pistola e deixo os dois se debatendo no chão em meio a poça de sangue. Pena que não tenho uma pistola, só a de cola, mas besuntá-los de cola quente não seria uma boa idéia. Um dos policiais chegou pela janela do motorista, um rapaz novo, de bigodes e os dedos da mão pesados de tantos anéis de ouro. Quase mando tirar os anéis, onde já se viu, um militar com penduricalhos parecendo um pai de santo de quinta categoria. O outro policial era mais velho, com cara de professor, cheio das velhas artimanhas para arrumar um dinheiro dos motoristas. Se eles fossem honestos não haveria espaço para tantos carros irregulares nos depósitos públicos. A situação faz o ladrão e eles tem o emprego certo.
O mais jovem pediu os documentos do carro e habilitação com certa educação, enquanto o mais velho, com cara de pai de família, ameaçava apreender o carro. O velho golpe do Cosme e Damião, um bate o outro assopra. O Rorras está com sua habilitação vencida e isso certamente é motivo para apreensão do veiculo, ponto para a cachorrada. O circo estava armado: o cachorro velho pegou os documentos, falou no rádio, chamou reboque... O cachorrinho aprendiz de corrupto veio logo com o papo mole de que tudo seria difícil se o carro fosse para o deposito e etc.

- O que vocês podem fazer por nós – Mandou a gente entrar no carro para decidir o que podia ser feito.

Nessa hora eu pensei em tirar meu sinto e bater naquele moleque arteiro, depois coloca-lo de castigo.
Dentro do carro eu e Rorras decidimos não dá nada ou quase nada.

 - Vamos humilhar a cachorrada – Falei puxando uma nota de dois reais

 - Reboque a essa hora da madrugada, duvido – Disse o Rorras puxando uma nota de cinco

O guardinha chegou perto da janela do carona e recebeu a triste notícia. Com a gente ele só arrumaria problemas. R$ 7,00 (Sete Reais) não compram dois cachorros quentes em Laranjeiras, mas era tudo que estávamos dispostos a dar, era pegar ou largar. A Cachorrada esfomeada não dispensa nada. O Guardinha reclamou um pouco, mas sacou a nossa, que sacamos a dele. [Apreensão do veículo àquela hora ia dar um trabalho e gente sabe que esse povo não está ali pra isso] Pegou a merrequinha e cascou fora. Fizemos a manobra mais à frente e ainda vimos os dois parados próximo a barraca de cachorro quente. O Rorras buzinou e eu acenei como se fossemos velhos amigos. Ambos tiveram que responder com sorrisos amarelos. Porcos fardados. No fundo eu gostaria que eles fossem honestos e apreendessem o carro, mas isso é pedir demais.

2009-10-03

O petroleo é nosso?

Então, seremos cede da Copa e das Olimpiadas? E temos motivos para comemorar? O governador, o presidente e o prefeitinho choraram? Lindo. Comovente. Lembrei da Princesa Isabel emocioanda ao assinar a Lei Aurea, os negros dançaram e festejaram por muitos dias... E depois? E agora José? Caga na mão e joga fora que esse filho não te pertence!

Como não se emocionar com a vibração do nosso povo? O problema é que a gente vibra junto pra coisas erradas. Eu não vou ficar aqui, como uma tia velha, me lamentando ou só reclamando, vou encher a cara de birita e deixar a vida correr solta, tratar de ganhar o meu e quem se fudeu, se fudeu. To forte na rima.

Esperança
De repente a saúde melhora, a educação melhora... Daqui pra lá o prefeitinho vai ser o homem do choque de ordem, o governador vai passar o rodo em preto pobre favelado, que muitos chamam de bandido, eu chamo de marginal, mas já que tá na margem, vamos jogar logo para dentro do rio em sacos pretos. E assim o povo vai tomando sua dose de anestesia, os ricos ficam mais ricos e o Lula entra para a história como o presidente mais popular do mundo. "é o cara", como bem disse o chefe Obama.

É ISSO AI POVO... O NEGOCIO É BALANÇAR O BUNDÃO.


Será que o Michael Jordan faria seu Moon Walk se estivesse vivo?


2009-10-02




   MEDIOCRIDADE

                  É


                      UMA

                            PANDEMIA.

2009-10-01

Destemperado

As coisa são como são, não fico perdendo tempo me lamentando. Claro que fico triste, mesmo porque não sou nenhum idiota para ficar feliz o tempo todo.



Quem não tem cú
Não faz trato 
com pica


Galeria de arte

(clik nas imagens para amplia-las)




é... tchau


Alegria é não perder tempo com papinhos que sejam sérios demais ou cheios de lógicas e profundidades. Porra, a vida e muito importante para ser levada a sério. Abre as pernas que eu quero vê o que tem ai, nem vem com esse papinho de mocinha, fica ai amarrando a porra da buceta, então eu não posso te fazer feliz. Tudo seria melhor se não houvesse tanta etiqueta de bons costumes. Vamos brincar na rede?


Então tá, "não dou nem Tchau", foda-se!


Outro dia conheci uma garota. Pediu-me as horas, de cara vi que ela tinha outras intenções. Ofereci um cigarro, ela aceitou, mas disse que só gostava de fumar depois de uma boa trepada. Achei bastante excitante o comentário e arrisquei um beijo. (Que boca macia e perfumada!) Ficamos ali num longo beijo apaixonado até que senti sua mão quente na minha bunda fria. Tudo estava acontecendo rápido demais. Parei para respirar um pouco, ela aproximou sua boca carnuda de minha orelha e sussurrou apertando forte minhas nadegas: - Eu vou te comer – e fechou a frase com um "garoto" que ecoou dentro do meu corpo inteiro só parando de reverberar na ponta do meu pau duro, gozei um jorro e minhas pernas ficaram bambas. Ela parecia saber exatamente o que estava fazendo. (acédio profissional) Depois acendeu o cigarro, olhou pra mim com um olhar de prazer máximo (dever cumprido), soprou a fumaça do cigarro, beijou-me, mordeu  a ponta dos meus lábios até sangrar (Não senti dor alguma) e se despediu em silêncio, deixando-me totalmente apaixonado, indefeso, gozado e com o sangue escorrendo na boca. Fiquei olhando a garota que havia abusado de mim sem cerimônia partir sem cerimônia. Foi-se sem olhar para trás. Fiquei ainda tonto de prazer por alguns minutos e saí do shopping tentando disfarçar a mancha de porra no tecido da calça.

2009-09-30

Cossas

Entrei no apartamento que um dia já foi minha morada, nos bons anos do casamento. Até arrisquei chamar por ela, mesmo sabendo que era só um devaneio de puro saudosismo. Por alguns momentos engoli o choro que me subia na garganta. Passado que não volta é só ressentimento tolo. Abri a garrafa de uísque, tomei o primeiro gole, respirei fundo e fui curtir a festa no apartamento que agora não é mais nosso.