Começo a me sentir livre. Taxi! Tá livre? Viva a LIBERDADE!
2009-09-11
2009-09-10
Queroserbichoparamorarnolixo
é
foi ou na foi
culpado
bicho no lixo
certo ou errado
mataram com socos
condenados
o pai foi traído
do filho exige vingança
mimado
Nem me venha com essa
de fim do mundo
para de ser tão egoísta
voce nem é gostosa Ofélia
Classe média
bem média
uma merda fedida
Serei bicho
falarei baixo
do alto olharei
No lixo ficarei luxo
Nem adianta me abandonar
sempre há de pintar mistérios
Mas quanto artista
revolucionário
Vai defender
não se acovarde
tenha o que é seu
ou tome
O bicho homem do lixo
nem espanta mais
Sou um artista da fome
com fome
sem microfone
Daqui por diante não
fale mais de quem fui
como fui ou se fui
Ser ou não ser?
Eis a questão
Bebado falante
Sou do tipo que bebe mesmo para tentarse divertir ou para deixar a realidade turva
Sou do tipo que bebe mesmo para tentar se divertir ou para deixar a realidade turva.
Não quero >>>> Não posso
Estou cada vez mais gordo, pançudo mesmo. De um lado a cerveja inevitável do fim do dia, de outro as guloseimas deliciosas e por isso inevitáveis. A felicidade de um homem passa pela liberdade de fazer suas proprias escolhas, no entando se escolho comer e beber levo como castigo a pança. Estou preso a este corpo, liberdade de cú é rola.
Se quiser ser magro para conquistar as fêmeas de minha espécie, no fundo é disso que se trata, preciso evitar as escolhas que me distanciam deste objetivo. Tenho que malhar, comer salada e parar de beber cerveja. Para ser magro é preciso ser infeliz e medíocre. Daqui a pouco vou começar a fazer caminhada ecológica e a acordar cedo. Morrer não seria tão pior. Desculpe o fatalismo, mas quando me coloco, eu mesmo, contra a parede, fico me debatendo. Depois de um tempo tudo isso passa e vou passar o resto dos meus anos enchendo a cara e culpado por não ter um belo corpo escultural. Quem inventou este tipo de consciência deveria ser enforcado. Bom, vou seguindo, acreditando na santa leptina e no poder da alface. Tudo isso para poder tirar a camisa na praia sem que os magros infelizes me olhem com cara de escárnio. Morram!
2009-09-08
As cabeças Santas
Foram trazidas em cortejo, onze cabeças, cabeças de santas virgens, cortadas na fonte por cutelo afiado. O povo canta em louvor as cabeças. Um canto desafinado e forte. As cabeças virginais serão postas no altar sagrado da santa igreja para que todos os dias do ano os fieis possam toca-las pedindo graças em louvor de misericórdia. As santas cabeças cortadas por cutelo afiado foram trazidas de navio, armazenadas em um vidro sacro e conservadas pelo divino formol. Dizem que a noite as santas conversam entre si para dividir os pedidos e conceder as graças.
Alguns pescadores pecadores juram ter visto os espíritos das santas vagando pelo litoral à procura de suas cabeças. As cabeças das virgens santas que em vida se deram em sacrifício ao Deus todo poderoso e que, após a morte foram decapitadas por cutelo afiado, armazenadas e agora conversam entre si no altar da santa igreja. As santas cabeças operam milagres e por onde passam, as cabeças, em cortejo são louvadas com muita fé e devoção.
Da história das santas sabe-se que elas viviam em mosteiro protegido e foram criadas virgens preparando-se para o sacrifício. Foram sacrificadas em dia santo por um padre de mãos firmes e sem gritos de dor foram separadas, as cabeças, de seus corpos por um cutelo afiado. Os corpos sem as cabeças dançaram ainda um longo tempo antes do falecimento total dos orgãos sem cabeça. O santo sacro-ofício foi assistido por uma multidão que entoava um cântico que dizia: Santas virgens/ que em vida serviram ao Deus/ leva de nós todos os pecados/ santo é o vosso ato de união/ santa é nossa igreja/ que o sangue derramado lave a terra de todo o mal/ que suas cabeças abençoem todo o povo civilizado e temente a Deus/ que nossos inimigos não tenham pernas nem braços/ Que suas cabeças santas nos protejam/ amém.
Da história das santas sabe-se que elas viviam em mosteiro protegido e foram criadas virgens preparando-se para o sacrifício. Foram sacrificadas em dia santo por um padre de mãos firmes e sem gritos de dor foram separadas, as cabeças, de seus corpos por um cutelo afiado. Os corpos sem as cabeças dançaram ainda um longo tempo antes do falecimento total dos orgãos sem cabeça. O santo sacro-ofício foi assistido por uma multidão que entoava um cântico que dizia: Santas virgens/ que em vida serviram ao Deus/ leva de nós todos os pecados/ santo é o vosso ato de união/ santa é nossa igreja/ que o sangue derramado lave a terra de todo o mal/ que suas cabeças abençoem todo o povo civilizado e temente a Deus/ que nossos inimigos não tenham pernas nem braços/ Que suas cabeças santas nos protejam/ amém.
Durante muitos anos as cabeças virginais serviram de símbolo de sacrifício e comprometimento com os ensinamentos da santa igreja. Nos dias de hoje, quando todos perdem a cabeça, as santas cabeças encontram-se perdidas no museu sacro. Poucos são os que louvam, muitos são os que se enojam. As santas cabeças virgens choram lágrimas de formol e não conversam mais entre si, calam-se diante do homem sem fé. O vigilante noturno do museu diz ouvi-las chorar e mal dizer o mundo.
As virgens decapitadas por cutelo afiado agora jazem solitárias e empoeiradas no deposito esquecido da igreja que já não é mais santa.
2009-09-07
Bem... hun... hun... testando
Hoje fiz tudo que um bom carioca pode fazer. Acordei tarde, fui a praia e fechei a noite bebendo cerveja e jogando sinuca. Nessas horas é que percebo o sentido da vida.
Ainda não me sinto totalmente livre depois da separação, para quem interessar possa. Sinto-me preso, amarrado ou culpado. Estou meio cansado de ter que responder as mesmas questões.
Deixei de querer ser melhor que os outros, isso já foi um ótimo passo para o futuro, que alias, estou com saudade. Fico querendo que a vida passe mais depressa e que algumas coisas sejam logo mortas. A coisa de matar ou deixar morrer o que não lhe presta mais, até boas lembranças. Me ocorreu um achado, uma frase do Pe. Anchieta: "Quanto mais na vida corro, mas me abraço com a morte, e querendo viver, morro".
Sabe que tenho pensando em ser outro, ou outra coisa qualquer que não gente. Tenho a sensação que gente é tão medíocre, então tenho pensado em ser qualquer outro tipo de troço. De qualquer forma, também penso em dormir mais cedo, me aplicar mais em meus negócios, melhorar minha alimentação. Começo a querer acreditar num tipo de vida que faça com que tudo dê mais certo. Dizem que preciso levar o mundo mais a sério, vou fingir que creio nisso e tentar me adequar. Dentro de mim arde um troço. Mas não sou do tipo que fica cheirando o rabo dos outros. O negocio é seguir meu próprio caminho, mesmo porque, no final, vamos todas cair fedendo. Ao pó volteremos. Essa vida é uma só, podem haver outras vidas, mais essa termina no final.
Acho que sou um cara triste, profundamente triste, mesmo que me divirta com toda essa baderna. A diversão é só pra tornar tudo mais suportável. Recuso-me a levar a ficção a sério... é exigir demais... Tá errado...
Faz tempo que acredito nesse artista que defende o mundo à minha volta, gosto de alimentar essa ficção onde sou o protagonista. Minha maneira de existir. Ser artista me legitima uma série de troços, como acordar tarde, ir a praia, tomar ceveja e jogar sinuca.
Não estou preocupado em ser o melhor, só não quero ser medíocre, disso tenho certeza, nada de ser o "bucha" do mundo. O resto é silêncio para os ouvidos poderem trabalhar bem.
Estou tentando viver sozinho, querendo não depender de nada ou ninguém. Ainda que ache tudo isso um saco.
Essa semana eu pensei muito no pai que beijou a filha na boca e foi preso. Soltem esse homem e deixem que ele beije a filha.
2009-09-03
Nada de sono
Cedo... tem dia que eu nem durmo, em outros durmo demais. Enquanto todos dormem estou acordado pensando em dormir, quando todos acordam estou dormindo pensando em acordar. Estou na contramão da vida. Sou do tipo Bon Vivant, não me aperto, dou sempre um jeito de tudo ter um jeito sem muito esforço ou esforço algum. Eu tive um pai que trabalhou demais, nao queria isso pra mim. Eu certamente não quero. Gosto de perder tempo com o lazer de não fazer nada. O que muitos chamam de vagabundo, chamo eu de eu mesmo. Posso dizer que as vezes sinto falta da velha agitação de outrora, mas de certo ela virá, enquanto isso vou curtindo aqui no meu barquinho ancorado na praia de mar calmo.
2009-09-02
Sou feliz?
2009-09-01
Mil coisas
A despeito de mim só posso dizer que as vezes me assola uma fossa que "puta que me pariu". Bebo e nado no lodo fétido e verde da minha vida de solteiro obrigado. O pior solteiro é o que prefere estar casado. No fim prefiro a vida de casal, pelo menos eu tinha uma mulher que me reclamava nos ouvidos e me beijava a ponta do nariz e quando eu estava triste ela bebia comigo e me desafiava a sair da merda. Hoje sinto falta dessa peste que nem sei por onde anda. Me disseram que ela estava triste o que, sarcasticamente, me dá um prazer enorme. Mesmo sabendo que sua tristeza não tem a ver com o fato dela ter me dado um pé na bunda. Sim, tomei um pé na bunda. Convenhamos, quem iria querer viver com um artista duro como eu. Gordo, beberrão, falastrão e com um ego do tamanho da Argentina. De fato ela ainda me aturou muito. Sou cheio de defeitos horrorosos. Acho foi pelo meu senso de humor. Duvido que ela encontre alguém que a faça rir tanto quanto eu.
Hoje acordei com vontade de ser outra coisa, uma árvore, uma pedra, uma galinha, um papel em branco esvoaçando por ai, um copo cheio de bebida alcoólica escorrendo pela garganta de um jovem intelectual; estava com vontade de ser qualquer coisa outra, uma mula sem cabeça, com cabeça eu já sou, um grão de areia nas dunas dos lençóis maranhense; qualquer coisa outra, queria ser a verdadeira garota de Ipanema, ou um cachorro de rua, a ideia de andar por ai livremente é bacana, sem ser atropelado; poderia ser uma caneca de café, um sabonete velho esquecido no tanque com fiapos de tecido seco; eu poderia ser um pombo suicida, ou uma peruca despenteada. Hoje eu poderia ser de tudo, só não queria ser esse troço insignificante e insuportável-mente que sou eu. Hoje acordei assim, sentindo uma falta da cadela que perdi por incapacidade, em vez disso, de me transformar em alguma coisa outra, parei em um bar sujo e bebi cachaça. A cachaça é um tipo de troço, de coisa, esquenta a moleira, então saí no tapa com o dono do bar só porque ele estava mais feliz que eu. Enfiei a cara na mão dele, apanhei com gosto de desgosto. Tem dia que é assim, mal posso esperar pelo dia de amanhã. Foda-se. Um dia vou ser outro tipo de coisa e ai quem sabe poderei ser simplesmente feliz.
2009-08-31
Bundas que te quero bundas

Tirei meu tênis e ajeitei meu pênis para poder andar na areia da praia. Logo de cara, um velho preto e magro, tão preto e tão magro, com cara de malaco das antigas, me oferece uma cadeira, penso ser um cortejo, mas nada é de graça e paguei para sentar numa cadeira de praia na praia. Quantas bundas já sentaram nesta mesma cadeira??? De todos os cheiros e tamanhos. Na minha frente o mar e todos aqueles corpos, é lindo. Uma mineirinha com cara de garota de programa avança em minha direção me querendo com seu lindos peitinhos irresistíveis de bicudos. As mineirinhas adoram um carioca, as putas adoram um gordo, to bem na fita. Só não tenho nenhum tostão, fiquei mal na fita. Logo ela desitiu de mim. Adiante duas gostosas com seus rabos ao sol, que beleza de vista. O Rio é assim, em plena segunda feira e nós lá na beira da praia prontos para grande orgia que nunca acontece, não quando eu estou lá, tenho a impressão que eles esperam eu ir embora. Os homens exibindo seus corpos malhados, jogando futevôlei. As mulheres torrando o corpo para ficarem apetitosas para seus machos de corpos suados. Eu mesmo fico lá com cara de tarado, gordo e desengonçado. Confesso que tenho vergonha de tirar a camisa. Deixa está, nos próximos verões todos verão.
Tinha uma menina na praia, conversando com um magro de "dread" nos cabelos, que beleza de garota. Eu fiquei protegido pelos meus olhos escuros admirando seus belos par de peitos, par de coxas, bandas da bunda, cabelos ao vento, um colírio para meus olhos vermelhos do posto nove. Feliz criatura inocente. Uma bela escultura. Não consegui parar de olhar até que uma loira passou correndo e jogou areia no meu copo de mate com limão. Tudo bem, bebi assim mesmo. Com uma bunda daquelas nem ligo. Bebo tudo sem reclamar, até a ultima gota. O sol estava quente, eu estava quente, então fui embora com a sensação de ter deixado minha princesa nua e desprotegida ao lado da fera rastafare. Tchau mineirinha, um dia desses te como pelo preço que tu cobra. Hoje não vai dar. Me levantei fui até a calçada para por meu tênis e ajeitar meu pênis, ainda vi passar uma infinidade de bundas de todos os países, de todos os tamanhos. Deus dai-me uma bunda! Amém.
2009-08-25
Sei lá de que falo

Num canto da cidade
Madrugada fria
Chuva fora e dentro de mim
Tudo é mofo, velho
Mal arrumado
Prestes mudança
Logo ali bem ali logo
O autor pinta seu retrato
Como se fosse possível
Será que ele não vê demais
Talvez seja só falta
Não quero mais
Se me ligar desligo
Desmeligo sem te ligar
Ficou tudo feio de belo
De velho ficou outro
Agora parece raiva, desdém
Não mais o que se possa fazer
Morreu lutando morreu
Em paz
Nada mais importa
Só torcer o rabo da porca
Quebrar a maçaneta da porta
Deixar a chuva levar, lavar
O poeta foi morar longe
Envia cartaz em cartas postais
É só mais um coração em pedaços
Não é pior que a vida
Seja melhor como for
Eterno enquanto foi
Vivo o quanto pode
Derramo sobre a tecla tinta alguma
Nada, nem lágrimas
Ouvi dizer que voce já se arrependeu
Agora a Julieta já morreu
Bebe o veneno Romeu
Ainda sobrou aqui na boca
Madrugada sem sol
Praia sem sal
Vaca sem pasto
Seu ventre está preso
O coração parou faz tempo
Não sente nada
Liga para o socorro, conserte-se
Não me venha com a velha choradeira
Agora só choro novo
De pandeiro e cavaco
Já faz tempo agora evacue
Compra um pouco de amor pra voce
Tá na promoção na sessão das emoções
Veja se tem para seu tamanho
Aquilo tudo que planejamos
Vamos deixar de lado
Deitar e esquecer
Todo o resto do nosso lar
O que sobrou do mar
Deixa para lá, afogue-se
Quando alguém perguntar por mim
Mande lembranças minhas
Diga a todos que não presto
Para voce não presto
Fiz um cartão de crédito
Qualquer dia lhe mando um presente
Não abra logo, pode ser uma bomba
O autor quer dormir
Vai deitar só e acordar sol
Voce é o inverno e todos verão
Do que estou escrevendo
Sobre mim Jane
Sou tu chita
E nada me vem muito claro
Nem muito fácil
Voce se foi e me fui
Vou chorar, já chorei
De voce não quero mais nada
Nem o ultimo beijo
Nada.
2009-08-19
Meu segundo nascimento.

Estou prestes a nascer novo e de novo. Faltam poucos dias para minha nova chegada, por isso estou anunciando minha partida. Se vou nascer novamente é certo que vou morre também. Não chorem a partida deste que vos fala. Precisamos deixá-lo partir em paz, sem egoísmo, a hora é esta. Sentirei falta, afinal foram anos de muita intimidade e descobertas incríveis, não poderia nascer outro se não fosse este. Tudo é parte de um grande plano. Vamos dar boas vindas ao novo, que seja forte enquanto dure e eterno enquanto forte. Estou trocando o duvidoso pelo certo. O negativo pelo positivo. A natureza é sempre positiva.
Fico pensando que tipo de discurso alguém faria se estivesse no meu lugar. Eu diria que é sempre muito bom olhar pra frente sem deixar de estar atento ao presente e construindo o futuro. Hoje é tarde e amanha nem existe! Andei por muitos labirintos, venci muitos obstáculos, me perdi me encontrei, amei e amei demais, foi feliz e foi triste, fui pobre fui rico, fui criança e cresci; agora está mesmo na hora de nascer novamente, para ver a vida com olhos novos e com nova disposição.
O parto não será fácil, existem rituais a serem cumpridos, é um momento de passagem e de chegada. Para tanto vou recolher-me nos próximos dias, não receberei email, nem ligações. Ficarei recolhido com meus livros e pensamentos. Escolhi um lugar com vista para o mar, distante de tudo. Ficarei assim, isolado, até quarta-feira dia 26 de Agosto. No retorno darei sinal de vida, vida nova.
Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos que me atravessaram nestes anos de vida. Sou feito de muita gente, partes de todos me transformam em mim. As boas lembranças permanecerão na reentrada. Deixo para trás somente as marcas e ressentimentos.
Beijos em muitos, abraços em todos.
Fernando Lopes Lima.
2009-08-11
2009-08-07
Os dez dedos do pé da mão do primata
Pretenção tropicaliente
Tem gente por ai que acredita que não é um animal. Fora os que acham que são racionais. Tem também os homens de bem, que fazem caridade para ajudar o próximo, desde que o próximo não more na casa deles. A hipocrisia é geral e vai ser destaque no próximo carnaval.
Somos de fato o planeta dos macacos pelados de bunda de fora e de cara vermelha. - Fica vermelha cara sem vergonha - Um bando de símios que seu deu bem as custas de um cérebro altamente desenvolvido que não serve para nada. Algumas pessoas vão dizer que nós fizemos tantos avanços; na medicina, na construção, na arte, na filosofia e etc... e fizemos mesmo, mas não serviu para porra nenhuma.
Eu sou da tribo dos macacos que bebem até cair fedendo e danço. Não quero pentear meu cabelo nem levar a mulher e os filhos na igreja. Não acredito no paraíso dos homens que já nascem póstumos - "Pecado, rifa e revista o pobre paga é a vista/a felicidade, o conforto, alegria e a sorte/vendeu fiado pra Deus/vai receber depois da morte" (Tom Zé).
No momento to precisando assaltar um paraíso fiscal. A merda me assolou. To chamando conhaque de wisk bebendo cachaça. Hoje almocei salsicha com chucrute (em alemão: Sauerkraut), parece chique, não? Não mesmo. Peguei um resto de salsicha e misturei com repolho e mandei pra dentro. Saco vazio e bêbado não para em pé. O sapo não lava o pé e nós macacos queremos banana para comer e jogar a casca no chão.
Agora inventaram uma tal de crise, os preços todos subiram e a gente que tome na tarraqueta. Vouprocessarestesdadosnomeucomputadordeestomago!
Se os meus peidos afetam a camada de ozônio o fim está próximo. Com essa ração que estão nos dando aqui no boeiro a flatulência é uma medida de emergência. Esses gases percorrem todo o tubo digestivo até encontrarem os gases produzidos pela ação de bactérias sobre a comida. Juntos, chegam à ampola retal - a última parte do tubo digestivo, que termina no ânus - e ali ficam comprimidos até você abrir uma brecha para eles saírem fazendo os sons caracteristicos e odorizando o ambiente. Em muitos casos estes gases vem acompanhados, formando um fenomeno que os cientistas chamam "freiada". Existem dois tipos de freiadas, a de bicicleta e a de caminhão.
- "Peido pesa? Então acho que caguei" - (Piada ouvida por ai)
O papa popi papeia contra o aborto e a camisinha. Parece que que a igreja gosta do mundo cheio, acho que é pra mais gente para dominar e escravizar pelo medo e pela culpa. "Cuidado que a cuca te pega boi da cara preta"
"Os otimistas dizem que daqui um tempo vamos está comendo merda, já os pessimistas dizem que a merda não vai da pra todo mundo" (Piada de Autor que desconheço totalmente).
Agora nós temos um novo presidente mundial o "Barack Osama". Todos nós depositamos nele a esperança de tempos de paz e da liberdade dos povos. Eu mesmo 'to pouco me fudendo. Quero mesmo é que meu pau cresça e apareça. Não creio em milagres mas sou cheio de graça.
Somos uma praga evoluída, descemos das árvores para consumir futilidades em shopping centers e desfilar por ai como se fossemos diferente dos outros animais, peidando e falando no celular, cagando e fazendo Download do próximo filme que ainda vai ser lançado. A futilidade ajuda o tempo passar e já que tudo anda pra frente fico com essa poesia fútil e tropicaliente:
Hedonismo tosco e sem culpa
O mundo e o prazer de ser fútil
Nada mas agradável à futilidade do que ser
Ser é ser fútil do contrario não é ser
Diante de toda a eternidade de uns poucos anos
Do que vale a vida se não for fútil
Há outra vida sem a futilidade do dia a dia?
Eu li o livro
Eu comprei um carro
Eu fui passear
Eu comprei um coco gelado
Eu me casei
Eu me apaixonei
Troquei os moveis de lugar
Viajei
Encontrei os amigos
Tomei um porre
Fui à aula de canto
Comprei pipoca
Li o jornal
Morri. (ponto final pega no meu pau)
Toda súcia de futilidades
Tão necessária que não poderia ser diferente
E não poderia deixar de ser futilidade
Diante de toda a eternidade de uns poucos anos de vida!
De qualquer forma, apesar de, entre tanto, somos os únicos animais com o poder de pensar que existimos. "Não comerás o fruto da sabedoria do bem e do mal" (Genesis). Comeu se fudeu! Agora aguenta a si mesmo e para com a choradeira filho de chocadeira. No fim tu manda tocar o cachão e canta pra subir. Só não vale passar a vida inteira com esse olhar de peixe morto esperando que algo caia do céu. Do céu só vai cair chuva acida e a merda que jogamos para alto. - Os ambientalistas estão chegando/estão chegando os ambientalistas - "Segura o coco camará segura o coco/Segura o coco não deixa coco quebrar" - (mestre Barrão).
O caminho é reto camarada. Não tem arrego, nem penico e vai todo mundo pro saco mais cedo ou mais tarde. Você que olha e não vê, vai ter que aprender.
O pior cego é o que enxerga.
2009-07-14
O teatro já morreu?
Não. O que morreu foi o mundo, as pessoas do mundo morreram, a mediocridade matou as pessoas do mundo. A pior peste que enfrentamos, maior que todas as outras, mais mortal que a peste negra, capaz de matar bilhões. Todos os dias pessoas são contaminadas com o vírus da mediocridade, elas vão perdendo a sensibilidade, a capacidade de sonhar, de lutar e quando percebem já estão a beira do abismo mortal. Do que vale a vida prática e objetiva? Não há espaço para a subjetividade. Nos tornamos maquinas de fazer negocio e coco. O hedonismo tosco do final dos tempos: viver agora. a vida é uma só. Os que dizem isso acreditam estar vivos. Humanos, demasiados desumanos. Chegamos na era dos robôs. Todos programados com o sistema avançado de competição. Quanto vale sua dignidade? Vencer! Essa é a nova ordem mundial. Seja um carrerista e evite o sofrimento. Seja um funcionário público da megaburocracia anonima. Melhor não ser artista. Alias, a quem serve a arte? Somos um bando de mortos vivos, incapazes de amar de verdade, incapazes de reagir de verdade. Mortos, o mundo acabou faz tempo!
Pera ai. Mas eu estou vivo. Não me sinto contaminado pela peste. Em meio aos mortos caminham os vivos. Sejamos uma matilha de lobos entre as ovelhas.
Anotações em processo do processo:
De que maneira podemos algo estranhamente novo? Ou sem formula? Imaginando que não temos nenhum referência - como?
Artaud - é bom que desapareçam algumas facilidades exageradas e que certas formas caiam no esquecimento; assim a cultura sem espaço nem tempo, e que nossa capacidade nervosa contém, ressurgirá com maior energia.
Arte e cultura não podem andar juntas.
A peste do pânico - o controle pelo medo.
Medo? do que vc tem medo?
Fiquei pensando na forma... tudo já foi tentado, feito, repetido - hoje a gente diminuiu ainda mais o espaço entre palco e plateia, misturou... a plateia sobe ao palco, a historia é a plateia. Tem também a virtuose do contemporaneo.
Queimar as referencias? Como?
Que referencias?
Diminuir essa tensão - falar do nós universal ou do nós particular? Qual a fronteira? Onde termina o eu plateia e começa o eu artista, o eu palco?
Ação - visual - improviso - refinamento - fluxo - digestão - devir
Larguem a bíblia e pegam a constituição
Ver o filme; Muito além do cidadão Kaine. O ser neo liberal.
Revolucionários sem revolução. Pensei em três revolucionários. Ler o banqueiro anarquista de Fernando Pessoa. Ele critíca o poder, a tirania. Fala sobre as ficções sociais.
Artaud: O espírito acredita no que vê e faz aquilo em que acredita. Esse é o segredo do fascínio. E santo Agostinho não coloca em duvida nem por um instante, em seu texto, a realidade desse fascínio.
Como é que o teatro ocidental não enxerga o teatro sob um outro aspecto que não a do teatro dialogado.
O teatro está em, decadência porque perdeu, por outro lado, o sentido do humor verdadeiro e o poder de dissociação física e anárquica do humor.
Ver Irmãos Marxs.
Pera ai. Mas eu estou vivo. Não me sinto contaminado pela peste. Em meio aos mortos caminham os vivos. Sejamos uma matilha de lobos entre as ovelhas.
Anotações em processo do processo:
De que maneira podemos algo estranhamente novo? Ou sem formula? Imaginando que não temos nenhum referência - como?
Artaud - é bom que desapareçam algumas facilidades exageradas e que certas formas caiam no esquecimento; assim a cultura sem espaço nem tempo, e que nossa capacidade nervosa contém, ressurgirá com maior energia.
Arte e cultura não podem andar juntas.
A peste do pânico - o controle pelo medo.
Medo? do que vc tem medo?
Fiquei pensando na forma... tudo já foi tentado, feito, repetido - hoje a gente diminuiu ainda mais o espaço entre palco e plateia, misturou... a plateia sobe ao palco, a historia é a plateia. Tem também a virtuose do contemporaneo.
Queimar as referencias? Como?
Que referencias?
Diminuir essa tensão - falar do nós universal ou do nós particular? Qual a fronteira? Onde termina o eu plateia e começa o eu artista, o eu palco?
Ação - visual - improviso - refinamento - fluxo - digestão - devir
Larguem a bíblia e pegam a constituição
Ver o filme; Muito além do cidadão Kaine. O ser neo liberal.
Revolucionários sem revolução. Pensei em três revolucionários. Ler o banqueiro anarquista de Fernando Pessoa. Ele critíca o poder, a tirania. Fala sobre as ficções sociais.
Artaud: O espírito acredita no que vê e faz aquilo em que acredita. Esse é o segredo do fascínio. E santo Agostinho não coloca em duvida nem por um instante, em seu texto, a realidade desse fascínio.
Como é que o teatro ocidental não enxerga o teatro sob um outro aspecto que não a do teatro dialogado.
O teatro está em, decadência porque perdeu, por outro lado, o sentido do humor verdadeiro e o poder de dissociação física e anárquica do humor.
Ver Irmãos Marxs.
2009-06-28
Diário de bordo de um dia qualquer
Só hoje.
Eu fico tentando fugir da tristeza, como seu pudesse fugir da minha sombra. Estou sempre á procura de algo que me faça esquece-la, ao menos um pouco. Sim, é o amor perdido. Parece que está faltando uma parte de mim. Finjo não ligar, evito lembrar dos momentos felizes ao lado dela. Pareço não suportar essa realidade. Sou um romantico incurável, disso sempre soube. Sou o tipo de homem que casou pra sempre. Até que a morte nos separe. Amo até o final. O que penso, ou os motivos de nossa separação não importa agora. O fato principal é que não fui capaz de mate-la ao meu lado. Escrevo agora para evitar a tristeza, acreditem. Me faz bem.
Sou capaz de sonhar e amar como poucos. Esse é meu dom. Meu inferno e meu paraíso. Meu pior defeito. Amo muito, s vezes é dificil de respirar.
Esse manha acordei chorando, sonhei que ela estava me beijando apaixonada. Acordei, fiquei com muita raiva e chorei. Passei o resto do dia com uma vela na barriga e um nó na garganta.
Sigo.
Eu fico tentando fugir da tristeza, como seu pudesse fugir da minha sombra. Estou sempre á procura de algo que me faça esquece-la, ao menos um pouco. Sim, é o amor perdido. Parece que está faltando uma parte de mim. Finjo não ligar, evito lembrar dos momentos felizes ao lado dela. Pareço não suportar essa realidade. Sou um romantico incurável, disso sempre soube. Sou o tipo de homem que casou pra sempre. Até que a morte nos separe. Amo até o final. O que penso, ou os motivos de nossa separação não importa agora. O fato principal é que não fui capaz de mate-la ao meu lado. Escrevo agora para evitar a tristeza, acreditem. Me faz bem.
Sou capaz de sonhar e amar como poucos. Esse é meu dom. Meu inferno e meu paraíso. Meu pior defeito. Amo muito, s vezes é dificil de respirar.
Esse manha acordei chorando, sonhei que ela estava me beijando apaixonada. Acordei, fiquei com muita raiva e chorei. Passei o resto do dia com uma vela na barriga e um nó na garganta.
Sigo.
2009-06-12
Ser sou
Ser é ser e pronto sou
Nada de desespero para ser outro
Apenas vou vivendo e sendo
Nesse tempo vou ser sempre
Ser ou não ser – É!
Vou sendo sempre tantos
Sempre sendo tantos outros
Nunca sou um único mesmo
Não poderia ser si
Sem cessar sou muitos
Sou sem querer ser
Seja o que vier
Ser como for
Só não ser só
Sou simplesmente
Nada de desespero para ser outro
Apenas vou vivendo e sendo
Nesse tempo vou ser sempre
Ser ou não ser – É!
Vou sendo sempre tantos
Sempre sendo tantos outros
Nunca sou um único mesmo
Não poderia ser si
Sem cessar sou muitos
Sou sem querer ser
Seja o que vier
Ser como for
Só não ser só
Sou simplesmente
2009-06-02
O pior amor do mundo
Se tudo for melhor assim
Não vou correr nem me esconder
Agora diga o que tu que
Fale-me agora
Esqueça-se de mim
Não sou ninguém
Nem poderia
Meu pai falou
Minha mãe queria
Agora o resto você já sabe
Sou uma promessa
Não vou cumprir
Corro “prum” lado fico parado
Agora veja tomo cerveja
Ninguém podia saber de mim
Por que me escondo
No botequim
Mastigou-me o quanto quis
Agora larga do meu nariz
Vi-te na noite toda bonita
Achei melhor voltar pra casa
Eu não queria te ver com outro
Melhor pra ele
Pior pra mim
Não sou ninguém
Nem poderia
Meu pai falou
Minha mãe queria
Agora o resto você já sabe
Sou uma promessa
Não vou cumprir
Pra terminar esta conversa
Digo gritando
Franzindo a testa
Nunca se esqueça
Nem um segundo
Sou o amor
Pior do mundo!
Não vou correr nem me esconder
Agora diga o que tu que
Fale-me agora
Esqueça-se de mim
Não sou ninguém
Nem poderia
Meu pai falou
Minha mãe queria
Agora o resto você já sabe
Sou uma promessa
Não vou cumprir
Corro “prum” lado fico parado
Agora veja tomo cerveja
Ninguém podia saber de mim
Por que me escondo
No botequim
Mastigou-me o quanto quis
Agora larga do meu nariz
Vi-te na noite toda bonita
Achei melhor voltar pra casa
Eu não queria te ver com outro
Melhor pra ele
Pior pra mim
Não sou ninguém
Nem poderia
Meu pai falou
Minha mãe queria
Agora o resto você já sabe
Sou uma promessa
Não vou cumprir
Pra terminar esta conversa
Digo gritando
Franzindo a testa
Nunca se esqueça
Nem um segundo
Sou o amor
Pior do mundo!
2009-06-01
A brancura que ficou em logo ali
(Escrito no carro, de Campo Grande a Lapa, passando por Ipanema)
Todo o dia é a mesma cantilena
Um despertar confuso
Silêncio
A avenida vazia da minha vida
O castelo vigiado e fedento
A refinaria da minha favela
Onde estará ela?
Sinto o sentido da direção
O sol cega e aquece
A cidade é o piso e a paisagem
O pensamento vaga a procura da brancura
Ao lado do amigo de Campo
Onde estará seu pranto?
Um Cristo cabisbaixo me observa
Os irmãos túneis das Laranjeiras
Tudo é lembrança na passagem
A corrida dos carros potentes
Os porcos a lagoar com Freitas
Até as torres no cume
Tudo é nada
O corte profundo de Copa
Ipanema das lembranças
Por onde anda sua elegância?
Aquela panificadora continua lá a nos esperar
Não há lá lá
Lembrei-me da cabeça no poste
Da sua grande gargalhada
Felicidade passada, perdida
O caminho da Lapa
O relógio marca cedo demais
O amarelo dos táxis
O azul branco da manhã
A cidade desnudada e bela
Copabana se apresenta
A moldura do túnel sul do Rio Sul
De cabo a rabo
Eu pensando nela
A estrela solitária e louca
Na marina tudo é lembrança
A Urca foi nosso berço
Na Farani lembrei da Facha
Isso tem cura
Enquanto isso penso na brancura
Que ficou em logo ali
Depois da serra
Longe do mar
Onde será que ela está?
(Fernando Lopes Lima)
Todo o dia é a mesma cantilena
Um despertar confuso
Silêncio
A avenida vazia da minha vida
O castelo vigiado e fedento
A refinaria da minha favela
Onde estará ela?
Sinto o sentido da direção
O sol cega e aquece
A cidade é o piso e a paisagem
O pensamento vaga a procura da brancura
Ao lado do amigo de Campo
Onde estará seu pranto?
Um Cristo cabisbaixo me observa
Os irmãos túneis das Laranjeiras
Tudo é lembrança na passagem
A corrida dos carros potentes
Os porcos a lagoar com Freitas
Até as torres no cume
Tudo é nada
O corte profundo de Copa
Ipanema das lembranças
Por onde anda sua elegância?
Aquela panificadora continua lá a nos esperar
Não há lá lá
Lembrei-me da cabeça no poste
Da sua grande gargalhada
Felicidade passada, perdida
O caminho da Lapa
O relógio marca cedo demais
O amarelo dos táxis
O azul branco da manhã
A cidade desnudada e bela
Copabana se apresenta
A moldura do túnel sul do Rio Sul
De cabo a rabo
Eu pensando nela
A estrela solitária e louca
Na marina tudo é lembrança
A Urca foi nosso berço
Na Farani lembrei da Facha
Isso tem cura
Enquanto isso penso na brancura
Que ficou em logo ali
Depois da serra
Longe do mar
Onde será que ela está?
(Fernando Lopes Lima)
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