2010-06-23

Recebi esta carta de outro planeta.

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Momento poesia - algumas poucas outras minhas.

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Sei lá de que falo

Num canto da cidade
Madrugada fria
Chuva fora e dentro de mim
Tudo é mofo, velho
Mal arrumado
Prestes mudança
Logo ali bem ali logo
O autor pinta seu retrato
Como se fosse possível
Será que ele não vê demais
Talvez seja só falta
Não quero mais
Se me ligar desligo
Desmeligo sem te ligar
Ficou tudo feio de belo
De velho ficou outro
Agora parece raiva, desdém
Não mais o que se possa fazer
Morreu lutando morreu
Em paz
Nada mais importa
Só torcer o rabo da porca
Quebrar a maçaneta da porta
Deixar a chuva levar, lavar
O poeta foi morar longe
Envia cartaz em cartas postais
É só mais um coração em pedaços
Não é pior que a vida
Seja melhor como for
Eterno enquanto foi
Vivo o quanto pode
Derramo sobre a tecla tinta alguma
Nada, nem lágrimas
Ouvi dizer que voce já se arrependeu 
Agora a Julieta já morreu
Bebe o veneno Romeu
Ainda sobrou aqui na boca
Madrugada sem sol
Praia sem sal
Vaca sem pasto
Seu ventre está preso
O coração parou faz tempo
Não sente nada
Liga para o socorro, conserte-se
Não me venha com a velha choradeira
Agora só choro novo
De pandeiro e cavaco
Já faz tempo agora evacue
Compra um pouco de amor pra voce
Tá na promoção na sessão das emoções
Veja se tem para seu tamanho
Aquilo tudo que planejamos
Vamos deixar de lado
Deitar e esquecer
Todo o resto do nosso lar
O que sobrou do mar
Deixa para lá, afogue-se
Quando alguém perguntar por mim
Mande lembranças minhas
Diga a todos que não presto
Para voce não presto
Fiz um cartão de crédito
Qualquer dia lhe mando um presente
Não abra logo, pode ser uma bomba
O autor quer dormir
Vai deitar só e acordar sol
Voce é o inverno e todos verão
Do que estou escrevendo
Sobre mim Jane
Sou tu chita
E nada me vem muito claro
Nem muito fácil
Voce se foi e me fui
Vou chorar, já chorei
De voce não quero mais nada
Nem o ultimo beijo
Nada


Macaco Pelado

à procura de mim

Onde foi que me perdi em padaços?
Em que lugar fiz a curva do descontrole?
Nunca pensei que sofrer fosse tão real
Agora sei como se sente isso
Sair de casa e deixar o amor ser livre
Para que eu possa também ser livre
Para que possa me reencontrar outro
O amor? onde estará o meu próprio?
Arrumo minhas coisas e parto
Com a esperança de não voltar eu mesmo
Se voltar que volte outro melhor que esse que partiu
Estamos cheios de razão
Mas que dura e triste essa razão
Só queria puder te ver sempre
Poder me ver sempre
Poder me ver ao seu lado sempre
Talvez para isso tenha que me ver antes
Me ver sem ti antes, sentir
Saio à procura de mim
Não daquela que se foi
Do eu novo que está por vir
Mas doi, doi cada momento
Doi andar, doi pensar, doi falar, doi sentir
Já estou com saudade antes mesmo de não te encontrar mais
Onde foi que viramos a curva da perdição
A vida é curta? Por que então desperdiçar esse tempo longe
Não poderei viver seu mundo
Não poderá viver o meu
Estou deixando o nosso
À Procura de mim. 
 
Macaco Pelado

Sou ser

Ser é ser e pronto sou
Nada de desespero para ser outro
Apenas vou vivendo e sendo
Nesse tempo vou ser sempre
Ser ou não ser – É!
Vou sendo sempre tantos
Sempre sendo tantos outros
Nunca sou um único mesmo
Não poderia ser si
Sem cessar sou muitos
Sou sem querer ser
Seja o que vier
Ser como for
Só não ser só
Sou simplesmente

Macaco Pelado

Das coisas

Aqui me pergunto pela poesia que ainda não escrevi
Das coisas que ainda não vivi
Dos amores que a vida ainda não me trouxe
Da saudade do futuro Do futuro do passado
Pretérito imperfeito da direção que o coração mandar
Procuro o presente perfeito do subjuntivo
Pra me salvar da desrealidade

Existem amantes que não se suicidam
(present perfect subjunctive) Que Dudo Hayas lo hecho
Há os que se encantam com a lua cheia numa noite de sexta feira
Eu apenas permaneço inteiro pela metade
Morrendo de amor para continuar vivendo.

Macaco Pelado

Sem - ti - mento

Quando tudo é coisa

Mistura e passa
Nada se perde
Tudo se transforma em si
Em mim
Sem ti

É tarde hoje
Amanhã não estou
Tudo permanece
Sem ti
Em mim




Macaco Pelado

Entre sem bater


Venha até aqui
Entre
Deixei a porta aberta
Não saia
Saia
Volte sempre
Saia
Entre sem bater
Apanhe-me

Te odeio! Só hoje.

                                                          Onde foi que eu fui me enfiar? Que raiva, bicho.
                                    Que merda de raiva impotente. E pra quê?

Ver você com outro cara é mole. O pior e me ver sem você. Agora sei como se sentem os menores abandonados. Eu fui lá até mesmo com outro objectivo. Ficou tudo muito confuso. Resolvi ir embora. Reflectir. Ficar invisível. Percebi que na vida o melhor é ser burro. E como tu é burra!!!!!

                            Mais uma do meu amigo Mário que me entende "mas que a mim":

"Não tenho vergonha de dizer que estou triste,
Não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de se matarem, fazem poemas:
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca..."



Mário Quintana
 
 
Tirando a raiva o resto passa.
De verdade você agora vai ser tratada como merece.
Com a mais educada indiferença.
 
 
"DO AMOROSO ESQUECIMENTO"



"Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"

Mário Quintana

O Mario foi blogueiro antes mesmo deles existirem


Felicidade Realista

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar É importante pensar-se ao extremo, buscar lá d entro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Mário Quintana