2010-07-25

Um dia ela vai acordar e perceber que não é feliz sem mim.

e precisa explicação?

Um palhaço não me deixa dormir. Zuni seu choro interminável pedindo vida. Faça-me existir! Exclama o palhaço chorão com raiva de bufão. Aqui, porém começa a moral da aventura. Nunca! Nunca! Sua voz rouca o impede de ser agudo com esplendor. Já foi coelho agora é monstro. Que é a vida? Um vale de amargura e desencanto. Um descontentamento extra vagante. 
Dissimulei um vinho com cicuta e brindei a morte sem sentido. O suave gosto da vida é uma piada de mal gosto contada por um bom ator disposto. 
Choro com força máxima. O alvo parece se afastar das flechas certeiras que erram os corações gelados da plateia que não se comove com o sofrimento do ator, mas se derrete com o drama falso do herói da trama. 

Deus está lá... em algum lugar. Sei que ele existe porque ouvi falar. Devo crer para não queimar no fogo do inferno. 
Deus com sua saia rodada e seu copo sempre transbordando de amor e misericórdia. Oração:
Oh! Deus, tem misecórdia dos que sofrem e extermina os que são felizes. Não presenteie ainda mais os ricos e suportai os frágeis como eu. Que na dor do amor eu seja furioso e forte. Não devo temer a mim mesmo. Amém.
Querido Deus, seu corpo azul dourado.

Sade.

Então corremos nus e bêbados pela praia. Depois ela tentou chupar meu pau mole. Não dei a mínima e continuamos rindo um da cara do outro. Sabe neste dias em que horas dizem nada? 
Só corremos nus pela praia. A praia era nossa e eu era dela. Se ele era minha? O que importa? De resto era só eu e ela. O mundo só rodava e mais nada. Éramos nós dois pra mim e a praia e o mundo inteiro. Eu poderia ir embora. Eu poderia ficar de pau duro. Eu poderia até matá-la. Ela continuaria correndo nua pela praia de areia branca tentando chupar meu pau mole nos momentos de descanso. Ela brilha no sol. A garrafa de bebida brilha no sol. Nós dois brilhamos no sol. O sol brilha no sol. Meu pau brilha no sol.

Deus, seja lá o que o senhor for, nunca deixe eu acordar deste sonho.